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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Santiago - vida normal

Hoje regressamos à vida normal!

Aos gritos das miúdas, ás rotinas normais... a partir de hoje já não há setas amarelas para seguir ( parece tão mais fácil quando é só procurar isso )...

O primeiro padre a quem disse que gostava de fazer o Caminho de Santiago deixou-me cheia de vontade de o fazer com ele... nao foi possível...

Mas se em muitos momentos da minha vida eu sinto a falta dele, das suas palavras... nesta peregrinação senti-o bem presente. Em muitos momentos e também nas palavras.

Trouxe-o comigo!

E ainda bem! Porque esta peregrinação far-me-á ver, entender e viver muitas coisas da minha vida de forma diferente ☺


A caminho - Dia 6

Como já dissemos, este desejo começou a germinar em nós, mais ou menos, há um ano!
Desde aí ninguém soube que o íamos fazer. Só há muito pouco tempo é que 2 ou 3 pessoas o souberam, por questões logísticas.

À medida em que o tempo ia avançando e fomos aumentando os preparativos para a peregrinação, foi aparecendo o friozinho na barriga. A tentativa de certeza de que todos os pormenores estavam pensados (aqueles que eram necessários), a escolha do que era essencial para se levar e do que era acessório (o que por si só foi já uma descoberta e uma experiência) e tentar que pelo menos o espírito e a alma estavam prontos para o que íamos viver (já que o corpo sabíamos que não).

Queríamos fazer esta peregrinação em 5 dias porque mais o dia de viagem de ida e o dia de viagem de regresso são muitos dias sem vermos os nossos filhos (e para alguém cuidar deles!). E conseguimos, com a graça de Deus.

Se fosse agora faria algumas coisas de forma diferente. Além disso a primeira vez traz sempre o sabor da novidade, a ansiedade da incerteza e a vontade de querer ter a certeza de sermos capazes.
Quando repetimos uma experiência já não temos que provar nada a ninguém (principalmente a nós próprios) e isso permite-nos desfrutar das coisas com outra tranquilidade. Por este motivo, gostaria de repetir esta experiência... um dia. Porque nunca é repetida da mesma forma.

Durante estes dias "sobrevivemos" com pouco. Percebemos que somos capazes de sobreviver com pouco! E isso ajuda-nos a valorizar o muito que temos!!
Todos os sentidos ficam mais sensíveis: a água fresca sabe melhor. Uma salada deslavada, em meio de nenhures, sabe "pela vida". As vistas deslumbram-nos mais e enchem-nos da maravilha da criação. Vemos a alma dos que se cruzam connosco. Cada passo é sentido. E Deus está presente de forma visível.

Ao fazer a viagem de regresso de comboio, passo mais rápido pelas terras onde fico e ganho consciência que sozinho não teria conseguido percorrer este camin8ho, se Deus não me tivesse levado ao colo.
Fica esta sensação de nostalgia e de saudade.
Sei que daqui a uns dias ou semanas baralharei as terras onde estive e os lugares onde me sentei, porque o que ficará (o que sempre fica desta experiências intensas) sâo flashs, momentos de eternidade guardados no mais íntimo de nós: o sabor, uma gargalhada, um sorriso cúmplice, uma vista deslumbrante, uma troca de olhares, as pessoas conhecidas, a sensação de momentos especiais.
Quando falo de Taizé, das jornadas de Roma 2000, Colónia 2005, Madrid 2011, o que vem à memória é esta sensação de felicidade, presença de Deus e momentos de eternidade... como pequenos carimbos na alma que se guardarão para sempre.

O que importa não é ter chegado. É ter feito este caminho, que vejo pela janela do meu comboio!

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A caminho - Dia 5

Ontem, por esta hora, o dia estava muito mais fechado e começou a chover! E choveu tanto durante a noite que ainda tememos que chovesse de dia.

Mas não. Começámos o dia só com muita humidade e muito frio. Mas é mais fácil de andar assim.
A meio do percurso acontece um fenómeno: faltam 6 kms e tal... e de repente voltam a faltar 7 kms e muito! Desmotiva... mas logo a seguir vemos as torres ao fundo!

Além disso, hoje já mais perto da cidade já havia muito menos setas. Vimos algumas pessoas com quem nos cruzámos.
Até que vimos "os nossos amigos" com quem fizemos parte do percurso ontem!
A alegria deles ao verem-nos é algo engraçado. Acabámos por fazer os últimos kms com eles, que nos ajudaram a chegar à catedral sem nos perdermos (uma vez que não havia setas).
E quantas vezes na vida é assim: pessoas que se cruzam na nossa vida, no nosso caminho, só sabemos o primeiro nome deles. Sabemos que já vieram a Santiago 3 vezes e não sabemos se os voltaremos a ver alguma vez.

Também no caminho da vida vamo-nos cruzando com pessoas que nos ajudam a atingit um objetivo a chegar a um ponto.
Hoje, ao entrar naquela praza, entraram todos aqueles por quem rezei, aqueles que trouxe comigo e que me ajudaram.
Entrou a minha família e entrou a minha querida mulher que mais uma vez provou que é miito mais forte, resistente e corajosa do que ela própria pensa!

Hoje chegámos juntos, porque juntos caminhamos até mais longe!



La Picaraña - Santiago

Ora pelas placas faltavam 14,5 km para quem já andou cento e tal é um pulinho ☺

A questão é que a vontade de chegar é tanta que nem queremos parar, só andar e andar e andar.

A conclusão a que chegámos é que fazer a ultima etapa conforme vem nos guias de Padrón a Santiago é muito muito difícil... e fazê-la antes das 12h para chegar a tempo da missa do peregrino diria que muito mais difícil!

Encontrámos os nossos amigos espanhóis de ontem o Jose e a Gema e acabámos por finalizar o percurso com eles ☺

Foi muito bom!

Posso tirar muitas conclusões do "Camiño" e pensar em várias coisas que não quero esquecer... mas acho que este post ficará sempre inacabado.

Os agradecimentos são sempre para Deus mas claro que não seria possível concretizar este sonho sem o meu querido JP.

Depois não quero esquecer quando de mãos dadas chegámos ao km 0, que conseguimos chegar a tempo da missa, que abraçámos juntos São Tiago, que vivemos isto juntos, que concretizei um sonho e que superámos as dificuldades. Não quero esquecer as pessoas que nos acompanharam e que também tornaram isto possível porque rezaram por nós e as pessoas que se fizeram presentes mandando mensagens ou só a comentar os post's.

O Camiño é muito a nossa vida e tem muito do que vivemos!

Agora ainda vou digerir isto tudo!




quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Caldas dos Reis - A Picaraña

Depois de uma noite bem dormida, pequeno almoco na cama ( tínhamos comprado à noite) e café bebido, arrancámos cheios de genica.

O meu pe deu-me treguas e fisicamente fizemos uns quantos kms bem.

Pelos guias este troço de hoje seria até Padron e também era o que tínhamos previsto, mas isso implicaria amanhã fazermos 25 km.

Assim sendo, almoçámos em Padron, com uma pausa maior mas seguimos caminho.

Pelo caminho partilhávamos que antes de vir o que mais assustava era pensar no peso da mochila... agora, depois de mais de 100 km ja andados a mochila nao custa nada...

Faltam 14 km... se Deus quiser amanhã chegaremos!




terça-feira, 7 de agosto de 2018

Pontevedra - Caldas de Reis

O dia começou cedo novamente, depois de uma noite melhor dormida e menos calorenta.

O dia também se avizinhava menos comprido, no sentido em que "só" tínhamos de andar 20 e tal km.

A dor no pé deu muito poucas tréguas e talvez pela ilusão de serem menos km, descansámos menos.

Quando chegámos ao local onde almoçámos parecia um oásis: a comida óptima, o descanso, a simpatia dos senhores.

Caldas de Reis é muito bonito, tem um local com água quente onde fomos pôr os pés de molho e sendo dia 7 decidimos que hoje dormiríamos num sitio só para nós.

Já andámos mais de metade do caminho... não tem sido facilimo, mas as dificuldades vou ultrapassando como tudo na vida: continua a andar.

Quando tínhamos os pés de molho um espanhol perguntou a outro: Como estay siendo el camiño?

E o outro respondeu: El camiño levia-nos!

É isso que eu sinto... que Alguém me leva! Quando o JP segue a minha frente e eu penso: é só ir atrás dele!

E Deus tem muitas formas subtis de se mostrar e de estar... até em coisas que eu nao tinha pensado como uma Eucaristia, hoje, dia 7, ao final do dia.

É assim: o caminho leva-nos!




A caminho - Dia 3

Hoje optámos por "cumprir" com a etapa proposta. Ainda assim é uma jornada exigente, em termos de kms percorridos (não de subidas) e com o cansaço acumulado, ainda mais difícil...

De manhã passámos por um dos percursos mais bonitos até agora: um bosque com humidade e com vários riachos. Um sítio mesmo fresquinho!

Sendo o dia em que fica mais de metade do percurso feito, isso obriga-me a pensar: o que quero levar desta peregrinação? Para mim não faz sentido ser "só" uma experiência muito bonita e especial... O que vai mudar em mim, com esta experiência?

Hoje a Ritita dizia-me: se viesses sozinho ias mais depressa, não era?
Fiquei a pensar naquilo...
Talvez. Mas não teria a mesma beleza. Não teria com quem o partilhar. Não teria sido vivido pelos dois. Não seria ultrapassado pelos dois!

Mas hoje é também um dia onde já há muito cansaço acumulado.
Às vezes dói o joelho. Depois passa e dói o pé. Depois passa e dói o tornozelo.
Mas o que importa é ir andando. Um passo após o outro, que é diferente de andar sem rumo. Significa caminhar por etapas. Saber que queremos ir até ali e aproveitando o que a vida/o caminho nos vai dando: água, sombra, a possibilidade de descansar,... porque não sabemos o que existe depois da curva!
E tantas lições que tiramos daqui para a vida!...


PS: Hoje o dia foi também especial porque é dia 7... Daqui a um mês celebraremos 10 anos de matrimónio :)

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Porriño - Pontevedra

Dia loooooonnnngooooo!!!

Acordei com uma dor horrenda no pé esquerdo e tive de pedir a todos os santinhos e aos que nao sao santos e valeu-me o Santo Voltaren para me safar.

Tínhamos pensado dormir em Arcade mas chegámos lá na hora do almoço e por isso decidimos continuar...

Foi o dia em que mais andámos... chegámos ao albergue e eu sinto-me morta...

Vou tomar um banho e esperar que regenere.

Ah e hoje esteve MUITO menos calor!


A Caminho - Dia 2

Hoje resolvemos fazer uma loucura... o troço "padrão" do dia era dos mais pequenos e decidimos que iríamos fazer mais um pouco do troço do dia seguinte... mas acabámos por fazê-lo todo. Foram mais de 30 kms. Mais de 10 horas a andar.

Durante o dia, quando pensamos se isto faz sentido, pensamos no que aprendemos de perseverança ao fazer este caminho. Por vezes sentimos que não conseguimos mais... mas depois não desistimos e continuamos a avançar!

Hoje deveríamos refletir na nossa missão de pais. E quantas vezes não nos esquecemos de passar esta perseverança para a nossa missão de pais. Quando apetece parar. Quando apetece desistir, o Senhor chama-nos a continuar.
Quando apetece ralhar, quando apetece fugir porque eles não páram de fazer birras ou de chorar, temos que ser mais perseverantes e pacientes.

Este caminho recorda-nos a paciência. O saber esperar.
Recorda-nos que podemos ser pessoas melhores. Que conseguimos chegar mais longe.
Um passo após o outro. Às vezes dói, às vezes custa, mas continuamos a caminhar.

Custa ficar longe deles durante estes dias, mas acreditamos que vamos voltar uns pais melhores!


domingo, 5 de agosto de 2018

De Valença a Porriño

Não consigo falar muito de pormenores técnicos nem nada disso e tendo em conta que foi o primeiro dia...

Começámos bem, indo à missa mas por isso também começámos mais tarde do que queríamos.

Ainda assim o Camiño tem aquele lado especial de toda a gente nos cumprimentar e ajudar.

Cruzámo-nos com uns portugueses ( que já caminham há 5 dias) e ora passavam eles, ora nós.

O pior do dia foi o calor... passar a parte do Poligono Industrial de Porriño de baixo de um sol abrasador foi pessimo!

O JP que ao andar parece estar sempre fresco e fofo foi maravilhoso comigo, como sempre.

Chegámos ao albergue a rezar para que houvesse lugar e havia! Não há bolhas, para já... há um dia cheio, quente e com a sensação de: primeira ja está!


sábado, 4 de agosto de 2018

A caminho!

Há um ano a trás, durante as férias de Verão, eu e o JP todos os dias fazíamos uma caminhada!

Num dos dias, partilhámos que nos nossos 10 anos de casados podíamos ir juntos peregrinar a pé.... só os dois!

Ficámos a rezar o assunto, a ir preparando,  a ir lendo sobre...

Hoje, com nervoso miudinho, estamos quase a caminho... rezamos juntos, caminhamos juntos e colocamos nas mãos de Deus 10 anos e todos os que Ele quiser!


terça-feira, 12 de setembro de 2017

Fica a experiência!

No fim de semana fomos em família comemorar os nossos 9 anos de casados.

Já tínhamos marcado há imenso tempo, e a curiosidade era alguma, e foi desta que fomos ao Zmar.

Andava para aí tudo a falar do sitio e várias bloggers e a curiosidade era muita!

Ora bem, na realidade venho com um feeling agri-doce...

Chegámos lá sexta-feira à noite, e sendo aquilo enorme, o nosso bungallow ficava nos confins da herdade e o cartão não abria a porta. Ligámos para a recepção que mandaram lá um senhor, mas o senhor demorou meia hora a chegar (literalmente, não estou a exagerar).

Depois trocou as pilhas do sensor. Cada sensor leva quatro pilhas o que por aí já não me parece nada ecológico. 

Em relação às instalações, ao espaço em sim, o pequeno almoço - que é por turnos para evitar as confusões - está muito engraçado e bem conseguido. A piscina é enorme, tem uma piscina de ondas bem divertida, tem imensas atividades - jogos, danças e macacadas - tem um espaço de crianças com um parque enorme muito giro e com umas diversões que são mais para os pais do que para os miúdos.

O nosso bungallow tinha uns problemas com as venezianas que estavam estragadas e o chuveiro também estava partido mas ligámos para recepção e vieram logo tratar de minimizar os danos.

Onde há uma grande falha, na minha opinião, é nas informações que prestam aquando do check-in. O Zmar tem várias especificidades que não há noutros sitios e que devem ser bem explicadas. Por exemplo, qualquer compra que queiramos fazer temos primeiro de carregar um cartão, depois gastamos (tipo escola, estão a ver?) e à saída devolvem o remanescente que lá esteja. Esta parte não nos foi explicada de todo...

Outra coisa, que para mim também falha é que são muito ecológicos e têm ecopontos por todo o lado, mas dentro do bungallow não tenho nada onde possa separar o lixo. Só existe um caixote e eu não levei vários sacos de maneira a fazer a separação do lixo...

Resumindo e baralhando, o sitio é muito giro, está muito bem pensado, mas é um conceito, na minha opinião, caro para aquilo que é e com o qual não me identifiquei ao ponto de ficar maravilhada.



terça-feira, 7 de março de 2017

Fim de semana abençoado!

O fim de semana passado foi de folga! 

Na sexta saímos um pouco mais cedo do trabalho, carregámos o carro e ao fim de três horas de viagem chegámos a Chão do Rio.

Como já era noite cerrada quando chegámos, só conseguimos começar a gostar das surpresas à chegada: a lareira acesa e a casa bem quentinha e uma cesta enorme cheia de coisas boas para o pequeno almoço.





As miúdas tinham dormido no carro e por isso a primeira noite custou muito a adormecerem e deixámo-las dormir até à hora que quisessem no sábado (que não foi até tarde :P).

No sábado, fizémos então um pequeno almoço delicioso com tudo o que esta cesta tinha, era ovos, pão, leite, laranjas para sumo, bolo de chocolate, iogurtes, requeijão, mel, doce de abóbora, para as miúdas chocolate para o leite, cereais. Fenomenal! 
A cesta era para dois dias mas podíamos pedir reforço dos produtos que quiséssemos.

O chão do rio é um pequeno lugar que fica na aldeia de Travancinha ao pé da Serra da Estrela e que tem pequenas casas que fazem lembrar um conto de fadas. Têm uma kitchenet, para elas havia um beliche e depois umas águas furtadas com uma cama de casal mega onde coubémos todos porque elas quiserem vir para o pé de nós já de madrugada.

Subimos à serra logo no sábado e divertimo-nos imenso na neve. Mandámos neve uns aos outros. Fizémos sku, rimo-nos, brincámos num espirito mesmo descontra que estávamos a precisar :)


Descemos e almoçámos em Seia e depois fomos visitar uma Praia Fluvial algures numa terrinha perdida lá pelo meio. Voltámos a casa e depois de as miúdas brincarem num parque infantil da casa, eis que a lareira estava acesa para nos receber novamente e recebemos pãozinho quentinho. Lanchámos na rua porque a temperatura até dava e aproveitámos o final do dia com miúdas a fazer brincadeiras e nós a ler a lareira.

O Chão do Rio tem várias parcerias uma delas com a Bico Guloso sendo que podemos encomendar comida e levam lá a nossa casa e nós, numa de aproveitar a preguicite assim fizémos. Encomendámos o jantar (que era imenso) e assim sem trabalho jantámos todos lindamente!

No domingo de manhã fomos à missa, logo em Travancinha e aproveitámos que a senhora nos deixava sair depois das 12h, tomámos um pequeno almoço tardio só depois.

Subimos novamente à Torre mas o tempo estava péssimo, chovia imenso, estava muito frio e já não deu para brincadeiras na neve.
Decidimos descer pela Covilhã, lanchámos no Shopping e regressámos a casa contentes e com vontade de repetir :)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Ainda ontem estava em Roma!

Pois é! Fomos passar estes dias a Roma, uma viagem que queríamos fazer há imenso tempo e que fomos adiando até agora...

Comprámos a viagem de avião e reservámos o hotel assim numa daquelas decisões de: Vamos? Bora lá! 

E lá fomos! :)

Roma é uma cidade brutal! Tem tanta história, tanta coisa para se ver, visitar, andar, comer que chegamos ao final do dia estafados.

Passeámos muito, tirámos muitas fotos, divertimo-nos, conversámos muito e foram uns dias muito bons. O tempo estava óptimo (enquanto por cá chovia o céu).

O ponto alto foi ontem, domingo, fomos à missa na Basilica de S. Pedro e depois rezámos o Angelus com o Papa :)

O meu telemóvel é péssimo portanto na foto só se vê a janela, mas com a máquina fotográfica vê-se perfeitamente que é ele :)


E rezámos assim!

Papa Francesco

ANGELUS

Piazza San Pietro
Domingo, 4 de dezembro, 2016

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho deste segundo domingo do Advento ressoa o convite de João Batista: "Arrependei-vos, porque o Reino dos céus está próximo" (Mt 3,2). Com estas mesmas palavras que Jesus vai começar sua missão na Galiléia (cf. Mt 4:17); e este será também um anúncio de que vai trazer os discípulos em sua primeira experiência missionária (cf. Mt 10,7). O evangelista Mateus leva tão presente João como aquele que prepara o caminho para a vinda de Cristo, e os discípulos como seguidores de pregação de Jesus. Este é o mesmo alegre anúncio:. É o reino de Deus, de fato, está à mão, está no meio de nós! Esta palavra é muito importante: "O reino de Deus está entre vós", diz Jesus e João anuncia que Jesus vai dizer mais tarde: ".. O Reino de Deus já chegou, chegou, está no meio de vós" Esta é a mensagem central de toda a missão cristã. Quando um missionário vai, um cristão vai para anunciar Jesus, ele não vai fazer proselitismo, como se fosse um fã que busca para sua equipe mais de perto. Não, só vou anunciar: "O reino de Deus está entre vós". E assim o missionário prepara o caminho para Jesus, ele conhece o seu povo.

Mas o que é este reino de Deus, o reino dos céus? Eles são sinônimos. Nós pensamos agora para algo sobre a vida após a morte, a vida eterna. Claro, isso é verdade, o reino de Deus vai estender indefinidamente para além da vida terrena, mas a boa notícia de que Jesus leva - e antecipa que João - é que o reino de Deus, não devemos esperar por ele no futuro: ele se aproximou, em alguma forma já está presente e podemos experimentar agora o poder espiritual. "! O reino de Deus está entre vós", diz Jesus Deus vem estabelecer o seu domínio na nossa história, no hoje de cada dia em nossas vidas.; e onde é acolhida com fé e humildade amor broto, alegria e paz.

A condição para se tornar parte deste reino é fazer uma mudança em nossas vidas, ou seja, converter, converter-nos todos os dias, um passo em frente todos os dias ... é deixar as ruas, conveniente, mas enganosas, os ídolos deste mundo: o sucesso a todo custo, o poder à custa dos mais fracos, a sede de riqueza, o prazer a qualquer preço. E em vez disso abrir o caminho para o Senhor que vem, Ele não tira a nossa liberdade, mas nos dá a verdadeira felicidade. Com o nascimento de Jesus em Belém, é o próprio Deus que veio habitar no meio de nós, para nos libertar do egoísmo, do pecado e da corrupção, uma vez que estas atitudes que são do diabo: olhar para o sucesso a todo o custo; buscar o poder à custa dos mais fracos; tem a sede de riqueza e buscar o prazer a qualquer preço.

O Natal é um dia de grande alegria, também exterior, mas é principalmente um evento religioso que a preparação espiritual é necessária. Neste tempo de Advento, deixemo-nos guiar pela exortação de João Batista: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas nos diz:" (v. 3). Nós preparamo o caminho do Senhor e endireitamos as suas veredas, quando examinamos nossa consciência quando vemos nossas atitudes, para afastar essas atitudes pecaminosas que eu mencionei, que não são de Deus: o sucesso a todo o custo; a energia à custa dos mais fracos; a sede de riquezas; o prazer a qualquer preço.

Que a Virgem Maria para preparar o encontro com este amor-sempre-mais-maior, que é o que traz Jesus, e na véspera de Natal tornou-se um pouco pequeno, como um grão de trigo que cai na terra. E Jesus é esta semente: a semente do Reino de Deus.



Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs,

Estendo a minha saudação a todos vós, romanos e peregrinos!

Saúdo em particular os fiéis que vieram de Córdoba, Jaén e Valência, Espanha; a partir de Split e Makarska, Croácia; as freguesias de Santa Maria e da Oração do Corpo e Sangue de Cristo em Roma.

Desejo a todos um bom domingo e um bom caminho do Advento, este pavimentar o caminho para o Senhor, convertido a cada dia.

Vê-lo quinta-feira para a festa de Maria Imaculada. Estes dias rezamos juntos, pedindo a sua intercessão materna para a conversão dos corações e o dom da paz.

E por favor, não se esqueça de orar por mim. Bom almoço. Até quinta-feira!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia # 4


Regressar de Monte Real tem sempre um sabor agri-doce. Se por um lado vamos deixar para trás uns dias calmos, de descanso e preguiça, por outro retomar a loucura do dia-a-dia também é revigorante.

Matar saudades das miúdas e elas nossas sabe bem! Apesar de, para pedirem atenção, fazem mais birras e gritam e o diabo a sete, mas vimos com dose extra de paciência.

O nosso último dia faz-se sempre com muita calma: acordar devagarinho, aproveitar o chuveiro quentinho logo de manhã, o pequeno almoço gigante.

Depois é fazer check-out dar uma última voltinha pela terra, passamos quase sempre por São Pedro de Moel (é assim um dos nossos locais preferidos de sempre).



Seguimos depois para Leiria onde almoçámos no Shopping que estava a abarrotar porque o tempo estava péssimo. Depois fomos a Fátima, fazer reconhecimento de campo para uma atividade da nossa catequese.



Passamos quase sempre em Fátima depois de Monte Real. É como depois de descansar o corpo encontramos o equilíbrio perfeito em Deus e a seguir o regresso à familia!



Ritita


Voltamos com saudades das nossas filhas mas convictos de que estão felizes.
Houve um ano onde uma delas amuou - principalmente com a mãe - e durante uns tempos virava a cara (era ainda muito pequenina).
Este ano a receção foi boa da parte de todas. Todas correram para nós (menos a Mafalda, que não há forma de começar a andar) e nos contaram o que fizeram.

A Margarida, que é mais velha, já sabe desta tradição e umas semanas antes já me tinha perguntado quando íamos para Monte Real. Mas vão-nos perguntando porque é que elas não podem ir e nós explicamos que o Pai e a Mãe precisam de namorar um com o outro. E, na realidade, acho que elas sentem quando voltamos que temos uma dose-extra de paciência.

Às vezes, naqueles momentos mais difíceis: de birras, dificuldades no trabalho, momentos em que só apetece fugir,... fechamos os olhos e sentimos o cheiro, o som, a textura de Monte Real. As massagens, o SPA, o colchão!
Depois de já termos ido lá 7 vezes, é fácil conseguir voltar lá assim.
Por isso, nesses momentos mais difíceis, sentirmos que aconteça o que acontecer... teremos sempre Monte Real!

JP

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia #3

O 3º Dia amanheceu com mais sol, pelo que quisemos aproveitar a bela piscina do hotel.
Livros, sol, água e silêncio... nada melhor para recuperar energia.


Depois mantivemos os almoços simples, desta vez, não muito longe no típico Caffe (com dois f's!) Central.


À tarde, o tratamento que nos esperava era uma massagem SPA Monte Real, ao corpo todo. Confesso que a tranquilidade era tanta que acho que adormeci.
Soube lindamente.

Outra das coisas que é ótima em Monte Real é podermos ler! Ler muito. Ler sem parar. Ler sem ser interrompidos. Normalmente, durante o ano, guardamos sempre um livrinho (dos grandes!) para ler em Monte Real. O meu, deste ano, tem 660 páginas. Já estou quase a chegar à 500! :)

JP



Antes do spa, aproveitámos para passear pela vila, e desviando um pouco do centro fomos ver o castelo. Não percebo bem se é o castelo pois na realidade penso que seja um resto de uma capela. É um monumento muito pequenino, que fica numa pequena elevação e com alguma vista sobre a vila. 

À noite decidimos jantar  no restaurante do hotel, embora não tivéssemos a refeição incluída, noutros anos tivemos e a comida costuma ser boa.

Com um menu buffet, tínhamos vários pratos por onde escolher e apesar de não nos ter enchido as medidas ficámos com a barriga bem cheia.

No final do jantar fizemos um pequeno passeio a pé pela vila só para ajudar a desmoer o jantar e desfrutar um pouco do sossego. Monte Real é o típico sitio onde não se passa nada! É por isso que se descansa imenso! :)

Ritita

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia # 2

A primeira noite é sempre a mais estranha... qualquer barulhinho pensamos que é uma das miúdas... ainda acordo durante a noite e depois de manhã quero fazer ronha até mais tarde.

A ronha condiciona sempre a ida para o pequeno almoço e quando chegamos já há mais confusão na sala. Ainda assim, o pequeno almoço não dececiona.

O tempo acordou nublado e por isso decidimos pegar no carro e passear pela zona... vamos à Praia de Vieira de Leiria, a mais perto do hotel e onde acho que nunca vi o sol brilhar :)

Esta zona tem qualquer coisa nas condições climatéricas, mas nada de estranho para quem é de Sintra!

Como estava a chuviscar decidimos andar mais um pouco de carro e almoçar na Praia de Pedrógão. Por termos sempre o spa à tarde, decidimo-nos por almoços mais leves para digerir rápido e podermos aproveitar bem as tardes enfiados dentro de água.

Ritita


Mas o que a minha querida esposa não quis contar foi que este ano conseguiu deliciar-se com mais de 10 horas de sono! Enfim, deve ser sinal de que estava a precisar, não é? :)

O SPA do 2º dia foi fantástico. Depois do circuito habitual, tomámos um Banho de Cleópatra, que consiste nos dois enfiados numa banheira de hidromassagem com... leite de burra (!!) como a Cleópatra fazia. (Tinham com cada ideia estes reis e imperadores!). O que é verdade é que a pele ficou lisinha como a de um bebé. A seguir a esse banho, ainda se seguiu uma massagem craniofacial! Dois anos mais novos, do que no dia anterior! :)

Depois à noite, fomos à procura de novo restaurante. Fomos de carro, como nas terrinhas à volta não encontrámos nada acabámos por ir jantar à Marinha Grande (ao único restaurante que encontrámos aberto!) Mas comemos tão bem e tão barato!

A viagem de regresso foi pela marginal daqui... com a lua cheia a iluminar o mar!
É mesmo bonita esta terra!...

JP

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia #1

Durante muito tempo, ao longo do ano, suspiramos por estes dias em Monte Real. À medida em que os dias vão avançando e nos aproximamos da vinda para Monte Real a expetativa e a ansiedade vai crescendo, porque agora já sabemos  que nos espera.
Este ano, pela primeira vez, viemos para ficar 4 dias!
O primeiro dia é sempre o de despedida das miúdas. Nunca fugimos de casa, pela calada: fazemos questão de lhes explicar onde vamos e de nos despedirmos delas. Em abono da verdade, como sabemos que apesar de tudo, elas ficam felizes e nós vamos voltar "melhores" para junto delas e, além disso, elas estão mais velhas, o momento da separação custa-nos menos.

A viagem para Monte Real tem sempre a aventura da escolha do caminho e de passagem para outro locais.
À tarde, tínhamos logo o primeiro SPA e optámos por sair e ir direitinhos à missa, porque também é bom conseguirmos ouvir uma homília inteira sem termos que as mandar calar.

Depois a aventura em Monte Real, é sempre a de descobrir um restaurante, que são tão poucos... Fomos a um novo (pelo menos nunca o tínhamos visto). A comida era boa... mas não nos encheu as medidas!


JP



Chegar ao Palace Monte Real tem todo um encanto, quase que nos sentimos levitar. A simpatia dos funcionários à chegada que perguntam se fizemos boa viagem, a expetativa do quarto :) desta vez com cama de casal como o marido gosta e com vista para a piscina como eu gosto.

O programa deste ano incluía um uso intensivo do spa e logo no primeiro dia tivemos uma massagem sob chuva de água esfoliante lava vulcânica. Ora consiste numa esfoliação com massagem ao mesmo tempo que está um chuveiro sobre nós. É tão bom, tão relaxante que não tem descrição. Rejuvenescemos uns anos :P

Ritita


sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Semana com o Pai #Dia 5

Hoje o dia foi ainda mais calminho... 
Estranhamente ao longo da semana foram acordando cada vez mais cedo, por isso levantámo-nos e fomos para a praia da Poça, outra vez.
No mesmo sítio, onde tinha perguntado da outra vez, a Matilde perguntou - como se tivesse acabado de ter essa conversa - «E porque é que as senhoras também vêm sozinhas?».

Ao chegarmos à praia o Nadador-Salvador estava a mudar a bandeira para a amarela (apesar de não haver ondas!) por isso perguntei-lhe o que se passava e ele disse que tinham feito umas análises à água e que não estava própria para banhos e que era só naquela praia. Por isso, uma vez que o carro já estava estacionado, lá fomos nós paredão fora, para o Tamariz!
Ao chegarmos à praia a Matilde e a Margarida ajudaram-se uma à outra a tirar os vestidos e a desapertar os botões (uma vitória da Matilde!).

Depois viagem de regresso, outra vez, cada uma com as suas mochilas e a encantarem as pessoas por onde passavam pelo paredão.

A tarde foi também mais calma, porque hoje fomos almoçar à casa dos avós e a Matilde quis ficar lá a brincar, por isso, durante o tempo da sesta foi tempo da Margarida se dedicar às pinturas.



Hoje, quando vínhamos a sair da praia, encontrei uma amiga que disse: lá vão eles com o pai. Quando terminam estes dias sozinhas contigo? E eu disse: terminam hoje mesmo!
Por isso, ao fim de 5 dias, terminamos esta aventura à qual sobrevivemos todos.

Esta semana acaba por ser sempre especial, porque sinto que ao longo da semana vou conseguindo ouvi-las com mais atenção, conhecê-las melhor, e ajudá-las a crescer. Sinto que me vou ligando mais a elas e que elas também se ligam mais a mim. Acho que não é impressão minha mas vão-me chamando mais vezes de Papá em vez de Pai, e vão sendo mais carinhosas e encher-me de mimos!
Para este ano já está... Haverá mais para o ano!

Semana com o Pai #Dia4

O 4º dia foi um dia mais calmo.
Se há coisa que nós queremos na educação das nossas filhas é garantir que tentámos transmitir-lhes o que é certo e errado.
Assim, com tudo o que tem acontecido, quisemos ir oferecer água e barras de cereais aos bombeiros, explicando o porquê desse gesto. Acho que elas perceberam o motivo.



A Guigas é sempre capaz de me ir surpreendendo. Primeiro a explicar à irmã que a casa dos bombeiros tem o nome de quartel (quem é que lhe ensinou isto? Como sabe ela estas coisas?)
Depois o bom coração dela... No supermercado disse: «Está tanto calor e os bombeiros ainda têm mais porque estão no fogo, com aquelas calças e aqueles casacos... Espero que a água continue fresquinha para eles!...»
E depois ao sairmos do quartel disse: «ah, a Igreja é mesmo aqui ao lado. Que sorte que os bombeiros têm! Assim podem vir aqui à Igreja rezar pelos colegas deles que estão nos fogos!»
São pequeninos gestos que vão enchendo o coração e aos quais, neste tempo de férias, conseguimos dar mais atenção...

Depois, fomos fazer mais umas compras - o que é sempre dificil com 3 pestes - mas só é possível porque a Mafy vem montada no sling e porque as outras se portam melhor porque sabem que estão só comigo e andam sempre de mãos dadas.
Depois descobri porque é que nas caixas as pessoas com famílias têm prioridade - apesar de eu não a ter usado - porque aqueles minutos infindáveis em que estamos à espera de ser atendidos, é quando elas vêm tudo o que PRECISAM mesmo de levar. Como bonecos, estojos, pastilhas, etc da Patrulha pata e do Frozen!
Mas aí foi a Matilde que mostrou como está atenta (mesmo que raramente o pareça), quando eu disse repetidamente que não podíamos levar e a Guigas perguntou porquê e a Matilde disse: «porque é caro, não é, pai?» E não houve mais pedidos...
É difícil e dá trabalho, mas ficamos com a esperança de conseguir.

Depois fomos ter com a mãe que estava em trabalho em Cascais e almoçámos juntos num sítio onde queríamos ir há muito tempo: o Mercado de Cascais. Um local agradável e bem pensado.

Depois hoje, foi a vez da Matilde ler, enquanto a Guigas optava pela TV e a Mafy punha o sono em dia!
Da parte da tarde fomos até às piscinas da praia das Maçãs. A mãe também era para ir, mas o trabalho não permitiu. Por isso, lá fomos os 4 para a piscina, onde elas se divertiram bastante.

 A Matilde pediu um gelado... mas acabou por não o comer, por isso sobrou para a...

Porque na realidade do que a Matilde gostou mesmo e queria comer era um bacalhau (como ela costuma pedir em Matildês).

Aqui é mais complicado estar-se de olho nelas porque não podemos deixar de as ver nem durante um minuto. E, por exemplo, quando uma quer ir à WC, vamos todos à WC. E depois, como as meninas já são muito crescidas, recusam-se a ir à WC dos senhores, por isso vamos todos para a WC... das senhoras!...
E quando as três querem colo, porque estão cheias de frio... o meu colo torna-se pequeno para todas... mas com jeito, lá conseguimos...


À noite, ao voltarmos a passear pelas ruas de Algueirão, confessavam como gostaram de ir às piscinas e de nadar e andar nos escorregas.