quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A ver os Beirais

A dada altura uma das raparigas diz:

"Ah ainda bem que percebeu que nós somos os mais importantes".

Comentário da Guigas:

- Ah não se diz isso: todos somos importantes!

A vida não é uma guerra!

É um dom! E eu acredito profundamente nisso...

A vida de qualquer pessoa, mesmo das minhas filhas, é um assunto com Deus e sei que deve ser dificil (muito dificil) aceitar isso e fazer cumprir a Sua vontade. Nem sei muito bem se eu conseguirei passar por isso se assim tiver de ser.

Não queria falar muito da Nônô porque não quis acompanhar o caso dela de muito perto. Não quis propositadamente.

Há uns tempos sofri muito com a Maria... a Maria era da nossa catequese. Acompanhei a doença dela desde o inicio, a página do facebook. Mandei as pessoas que eu conhecia e que podia (porque eu não posso) ser dadoras de medula óssea. Fiquei feliz, feliz, quando ela conseguiu o primeiro transplante... e triste, triste quando o mesmo falhou.

Nova procura e quando decidiram o segundo transplante nova força, novo ânimo, vi-a ir à televisão, mandei mensagens à mãe. Ao fim de um ano, a Maria morreu... Estava na praia a muitos km's de cá quando a Anita me ligou em lágrimas a dar noticia... O Rui já me tinha dito que ela estava muito mal... E nem agi... fiquei sem pensar, sem palavras...

Consegui o numero de telemóvel da mãe e mandei-lhe uma mensagem, meio sem jeito...

Jurei a mim mesma não me envolver mais numa história assim, que não fosse minha... egoísta, eu sei, mas são as nossas fraquezas...

Quando conheci a Nônô tentei manter esta promessa... não me envolvi tanto, mas fui vendo e vivendo o sofrimento, a esperança, as dores, as angústias, os sorrisos...

A Nônô já está com a Maria e é impossível no nosso coração não sentir que às vezes, é mesmo, mesmo dificil perceber estes designios de Deus, mas mantenho a minha oração para que Deus me ajude a viver sempre a Sua vontade!


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O quer se lê agora...

Após 780 páginas de Lesley Pearse :)

Estou agora a ler o livro indicado na versão Kobo! (aquele calhamaço deu cabo de mim)




Gosto desta música!



Olha a Laurinha lá vai toda decidida
Diz que é crescida e que prescinde dos conselhos do pai
Olha ela, lá vai toda destemida
Dona da vida nem duvida que é por ali que vai
Olha a Laurinha à cabeça da charanga
Das raparigas do recreio do liceu onde ela anda
E manda na dinâmica da escola
Não vai à bola com a setôra de história
E não disfarça e faz a vida negra à criatura
É a ditadura de quem manda só porque sim
Olha a Laurinha que já fuma às escondidas do pai
Com a mesada de alguém
Ainda namora às escondidas da mãe
Enquanto diz que não tem medo de nada
Nem ninguém
Vai, dança até ser dia
Que a vida são dois dias
E tu vais ser alguém
Igual à tua mãe
Um olho na novela
O outro na panela,
Um dia vais ser tão Dona Laura como ela
Olha a Laurinha toda cheia de cidade
Sem ter idade para sequer votar na junta daqui
Sempre que a chamam ao quadro desatina e nada diz
Mas bem que opina sobre o estado a que chegou o país
Olha a Laurinha lá vai cheia de prestígio
Nenhum vestígio da miúda outrora santa e singela
E a mãe dela fica a vê-la da janela
Ainda se lembra bem do tempo em que a Laurinha era ela
A fumar às escondidas do pai com o dinheiro que alguém
Subtraiu da carteira da mãe
Enquanto diz ao mundo que ainda há-de vê-la ser alguém
Vai, canta até ser dia
Que a vida são dois dias
E tu vais ser alguém
Que é tal e qual a mãe
Um olho na novela
O outro na panela, um dia vais
Ser tão Dona Laura como ela
Aproveita agora
Que há-de chegar a hora
Que não poupa ninguém
Vais ser igual à tua mãe
A filha pela trela
Repete-se a novela, um dia vais
Ser tão Dona Laura como ela.

Estão crescidas!

Regressaram à escola!

A Guigas para a sala dos 4 anos, a Matilde para a sala de 1 ano!

Contentes, sem uma lágrima, a expetativa do trabalho em alta.

À porta das salas pais e crianças a chorar e as minhas a sorrirem, contentes com o regresso. Estão crescidas e é bom sentirmos que são felizes no local que escolhemos para elas estarem!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Por aqui!

A treinar o regresso a escola!

Só descobrimos hoje que devíamos ter treinado mais o cortar (desculpa Inês, prometo que durante o ano vou tentar estar atenta).

Acho que elas estão cheias de vontade de voltar a escola. Ou então, só sou eu que tenho muita vontade que elas voltem.

É já amanhã!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Tive a minha dose!

Estávamos a passar o fim de semana em Abrantes, contentes da vida junto à piscina.

A Matilde começa a berrar desalmadamente... o JP chega ao pé dela e apercebe-se que foi picada por uma vespa.

Começamos a fazer os primeiros socorros (a tia tinha acabado de ser picada por outra), quando olho para a perna dela, tinha duas picadas...

Chorava e esperneava e as bolhas a inchar. Não acalmava nem com fenistil, nem com alho (diz que deve por-se e com a Guigas há um mês deu um resultado fantástico)...

Lá fomos nós conhecer o hospital de Abrantes não fosse a miúda fazer alguma reação alérgica grave.

Quando chegámos ao hospital já nem fomos muito credíveis. Estava óptima, a trepar às cadeiras, só se queixava quando apertávamos os sítios onde tinha sido picada.

Ai, ai, ai...