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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Neste dia as saudades apertam sempre, sempre!

Escrevi isto há mais ou menos dois anos e apesar de saber que foi muito sentido, hoje sei que não estava nada preparada...

Hoje ainda choro com saudades e hoje ainda não me "conformo" (nao sei se é a palavra) com a falta que sinto.

Tudo é caminho para Deus :) eu estou a descobrir o meu!

Mas hoje, sinto saudades!




terça-feira, 23 de maio de 2017

O tempo passa...

Durante anos neste dia acordava e lembrava-me sempre que era o dia em que tinha morrido um amigo. 

Acordava com aquele peso da tristeza e a pensar várias vezes que já não me lembrava tantas vezes dele, que já não pensava tantas vezes nas nossas parvoíces, nas nossas gargalhadas.

Depois o nosso cérebro vai associando que ele morreu no dia em que não sei quem fazia anos... 

E hoje, aconteceu-me que só me lembrei que dia é porque o facebook me lembrou que alguém faz anos e então a ideia de... hoje é 23 de maio!

E sorri...

Sorri porque ao acordar não acordei com o peso de algo mau, mas de algo resolvido de certeza e embora as saudades ainda se façam sentir, sei que ao fim de anos (já perdi a conta a quantos porque deixei de os contar) tenho presente ainda o sorriso desse meu amigo .

Tenho a certeza que poderei lembrar-me dele como alguém muito bom que passou pela minha vida, de quem acho que terei saudades e que pensarei muitas vezes (não sei bem porque motivos, nem porquê) mas que na vida, mesmo a morte tem solução... Não está é nas nossas mãos a sua resolução!

E parabéns às muitas pessoas queridas que fazem anos hoje! :)

sábado, 6 de agosto de 2016

Em vez de uma semana, escreveria faz um ano!

Palavras tão, mas tão verdadeiras! Daqui!

Faz hoje uma semana que morreu o Padre Ricardo. Nas conversas de amigos, de gente que é paroquiana do Estoril, fala-se de outras coisas, mas a morte dele surge sempre. Nas duas missas a que fui (5ªf e 6ªf) a Igreja da Boa Nova estava cheia, a deitar por fora. Muitas centenas de pessoas daqui, mas também de outros sítios; muitas dezenas de padres, diáconos, acólitos, quatro bispos, o Cardeal Patriarca. O elencar aparentemente estatístico das pessoas obedece a um critério - não o da importância da pessoa que morreu, mas das tantas e tantas pessoas que ele tocou durante as suas funções no seminário, em Santo António do Estoril, em tantos casais e em tantas famílias. Mas também da forma como morreu - uma brutalidade num homem bom, com 42 anos.

O Padre Ricardo não tinha importância institucional. Actualmente seria fundamentalmente prior de uma paróquia, com uma ou outra função. A multidão que lhe fez companhia nas duas missas de corpo presente não seguiu uma personalidade relevante a nível nacional, um pensador com créditos firmados publicamente, um candidato a qualquer coisa ou alguém que já foi qualquer coisa. As pessoas seguiram o homem Padre Ricardo Neves - o homem que dava abraços como se não nos visse há anos, que nos conhecia pelo nome, que nos identificava a história, que nos desafiava com compaixão e amor firme até às lágrimas; o homem que ria, que fazia caretas, que nos dizia uma graça provocadora e que se ria das que lhe dirigíamos; o homem que tinha uma fé inquebrantável e uma agenda de loucos.

À minha volta vi vários homens comovidos. Gente feita e direita, de barba rija, alguns com a sua dose de estragos e dramas. Para cada um destes, para cada um de nós - para mim - não morreu o prior: morreu o homem que me ouviu, que me falou, que me ensinou, talvez que comigo tenha aprendido um módico de coisa nenhuma, que me fez perguntas cujo alcance só percebi mais tarde, que preferiu a compaixão ao cumprimento estrito de um regra seca e, sei lá eu, de uma quase desumanidade árida. Não morreu, de facto, o prior: morreu o Padre Ricardo que existia em cada um de nós, que vivia com cada um de nós. 

Com o desaparecimento do Padre Ricardo desaparece mais do que um interlocutor: desaparece quem me conhecia a alma e os dramas, os desejos e as alegrias; desaparece o homem mais pequeno a quem abracei forte e comovidamente depois de lhe desnudar tantas e tantas vezes a minha vida. Com o desaparecimento dele não acaba o meu mundo, mas fecha-se um ciclo na minha vida de paroquiano de Santo António do Estoril. Ainda não sei o que isso quer dizer, pelo que talvez volte ao tema.



quinta-feira, 16 de junho de 2016

Saudades da peregrinação

Fiz duas peregrinações de casais a pé a Fátima com o Pe. Ricardo.

Nesta altura, próximo do arraial e com a oração mais forte na minha vida, sinto mais saudades do Pe. Ricardo.

Faz muita falta, muita mesmo.

Hoje, ouvi esta música que cantámos muitas vezes nas duas peregrinações :)


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Como se lida com as saudades

Faço parte de um grupo no facebook que todos os dias 6 relembra que o Pe. Ricardo morreu...

Tenho imensas saudades dele e nos últimos tempos ele fez-me tanta tanta falta que as saudades chegaram mesmo a doer. Consola-me saber que não sou a única... :)

Se em tempos tenho a certeza de que ele andava a mexer uns cordelinhos lá onde está, agora tenho a certeza que andará tresloucado com vontade de vir cá a baixo dar uns puxões de orelhas.

As saudades, essas são demais, muitas mesmo!






quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

"Sem ti vou insegura, Como quem perdeu o chão"



Olhaste p'ra mim
E deste-me a mão
E sem dizeres nada
Fiquei sem palavras
Tiraste-me o chão

Digo-te adeus
Queria ficar
E a cada partida
Vou de asa ferida
Que quer pousar

Sem ti a chuva é forte
Na janela do meu quarto
Sem ti o vento norte
Anda louco por aí

Sem ti o mar se agita
Entre a terra e o céu
Sem ti sou metade
Sem ti não sou eu

Conheces-me bem
Melhor que ninguém
Agarro um sorriso
Que levo comigo
Quando regressar

Quero-te abraçar
E ficar assim
Esquecida de tudo
Esquecida do mundo
Esquecida de mim

Sem ti a chuva é forte
Na janela do meu quarto
Sem ti o vento norte
Anda louco por aí

Sem ti o mar se agita
Entre a terra e o céu
Sem ti sou metade
Sem ti não sou eu

Sem ti a noite é escura
Numa imensa solidão
Sem ti vou insegura
Como quem perdeu o chão

Contigo sou mais forte
Se tens o melhor de mim
Eu só sou eu
Contigo aqui

Eu só sou eu
Contigo aqui

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Hoje há festa no céu!

É o aniversário do Pe. Ricardo!

Também já comemorei este aniversário da melhor maneira que sei e sei que ele gostaria: fui à missa!

Já chorei de saudades e choro muitas vezes... 

Lembro muitas vezes conversas daquelas que não vou querer esquecer. Já lhe pedi ajuda...

Ainda não consigo falar dele sem ficar com a voz embargada... ainda não apaguei o seu numero de telemóvel... nem a ultima conversa do whatsApp... já vi a campa no cemitério, mas ainda não me conformei...

Há-de chegar o dia... não há nada que o tempo não cure...

Até lá, Parabéns querido Pe. Ricardo! Morro de saudades suas (foi esta a ultima frase que lhe escrevi)

Igualmente respondeu-me ele...





Tive um sonho e quando acordei
Viajei no tempo e desejei
entregar-Te a vida,
Estender a taça toda a transbordar, cantei!
Ir mais além, subindo as estrelas do céu
Descendo ao fundo da Terra só Contigo eu vou, 
Embalado nos Teus passos vou, 
Abandonado em teus abraços sou, 
Aprendiz de viajante e até me perco em Ti.

Deixei-Te à porta mas quando voltei
Vi que esperavas e desejei entregar-Te a vida,
 Estender a taça toda a transbordar, cantei! Refrão

Tentei atalhos em que me afastei,
Mas tu chamaste e eu desejei entregar-Te a vida,
Estender a taça toda a transbordar, cantei!Refrão

 E se algum dia me afastar de ti,
E se algum dia me esquecer de nós,
Vem procurar-me onde eu estiver,
 Não penses que eu sei ser sem ti,
Sou apenas um aprendiz de viajante.
Sou apenas um aprendiz,
Sou apenas um aprendiz,
Sou apenas um aprendiz de viajante.

domingo, 6 de setembro de 2015

Um mês...

Um mês a viver com a certeza de que não há reencontro, para já...

Em setembro reencontrava-o sempre e recebia aquele abraço!

Este setembro recordo-o só... recordo com esta música que ouvi na última vez que o vi.


quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Por aqui...

Temos andado sossegados... 

...a aceitar a vontade de Deus... a mentalizar-nos de que há muitas coisas que não vamos mais ouvir, sentir e ver.

Tenho relembrado muitos momentos que não vou querer esquecer nunca... quase tenho vontade de os escrever...

Tenho chorado de saudades e do vazio que está presente...

Ao longo do dia relembro imagens, palavras, momentos e repito várias vezes que já não está cá, como que para me convencer.

Um dia saberei viver com esta perda. Para já, as saudades são muitas!


sexta-feira, 24 de abril de 2015

O que se passa com a amizade?

Tenho um amigo que partilhou este video comigo e mais um grupo de amigos :)



Não o vi logo porque quando vi a publicação estava no telemóvel e só hoje é que fui mesmo ver...

Já partilhei aqui algumas vezes que "a vida levou para longe pedaços e o tempo deixou o sabor do cansaço"... perdi alguns amigos porque a vida os levou para longe.

Podem contar-me a história de que se foi assim não eram bons amigos beca beca... não é verdade! Há um ou outro ou outro que eram mesmo bons amigos, mas a vida conspirou contra essa amizade e perdi-os.

Alguns encontrei no facebook  mais tarde, mas agora passados tantos anos parece que já não somos nós... De alguns tenho muitas saudades, mesmo muitas...

É capaz das hormonas me estarem a dar a volta, né?

quarta-feira, 25 de junho de 2014

O que gosto menos em dias muito cheios!

Ele há dias cheios de coisas e coisinhas.

O que gosto menos é só poder estar com as miúdas uns 40 minutos de manhã, sendo que a maior parte é a mandá-las despachar.

Hoje, é um desses dias.

Tenho formação ao final do dia e reunião que inclui jantar à noite.

As miúdas vão recambiadas para a avó e nem sequer as vou ver antes de estarem a dormir com os anjinhos.

Eu gosto de ter os dias cheios e preenchidos :) mas não gosto muito de estar tão pouco tempo com elas.



 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Estou velha é o que é...

Ontem à hora do almoço passei por um senhor que levava uma Monte Campo às costas.

Uma Monte Campo?!

Eu comprei a minha, que era encarnada e preta, quando estava no sexto ano da escola. Tinha 11 anos!

Tenho 31! GLUP! 

Foi há muito tempo...


sexta-feira, 21 de março de 2014

Quando o céu é já ali...

Eh pah tem morrido muita gente... não pessoas que me são familiarmente próximas, mas muitas pessoas que me dizem/diziam alguma/muita coisa.

No ultimo mês e meio, tem sido à média de uma pessoa por semana. Caraças, pah!

Mesmo que não se queira, mesmo que se pense que é natural, que vamos para o céu, não deixamos de sentir aquele frio na barriga.

E se o próximo for um dos meus? E se a próxima for eu?

Fica a certeza daquele abraço no momento em que é preciso e as saudades...



Para mim fica o privilégio de poder ter conhecido pessoas assim...

Aqui as palavras que eu não diria melhor!



sábado, 15 de março de 2014

O dia chega ao fim...

... e não podia deixar passar em branco a morte do D. José Policarpo.

Às vezes sei que sou um bocado dada à beatice, mas agora nem é o caso... Gostava dele desde sempre porque desde sempre ele era o meu Bispo.

Em todas as grandes atividades de Igreja em que participei, lá estava ele e ainda há relativamente pouco tempo tinha estado com ele numa atividade aqui na nossa paróquia.

A ultima imagem dele que me acompanhará para sempre será numa missa crismal em que levámos a Maragarida e à saída ele sorriu para nós :)

Um sorriso genuíno! Daqueles que eu gosto!

Obrigada D. José!


domingo, 12 de janeiro de 2014

Mafaldinha a traduzir sentimentos :P

Na sexta-feira fui ao concerto da Mafalda Veiga com uns amigos :)

A Mafalda Veiga tem músicas que são, sem dúvida, a banda sonora da minha vida. 

Cantou todas as minhas preferidas, cantou músicas que me lembraram momentos concretos da minha vida... cantou musicas que me lembraram pessoas, cantou musicas que fizeram as lágrimas quase romper.

Porque a Mafalda é assim :) põe em palavras aquilo que eu estou a sentir. Às vezes dizíamos na brincadeira que a Mafalda puxava o nosso lado mais "depre". 

Longe de estar num estado desses, a música que fez "bac" em mim foi os cúmplices. Uso muitas vezes esta expressão com os meus amigos. Adoro sentir cumplicidade com alguém... num olhar, num sorriso, num gesto.

Quando me falha o chão é disso que morro de saudades: da cumplicidade! 

E a Mafalda sabe falar disso como ninguém!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Há dias assim...

... em que as saudades chegam assim sem avisar, e tomam conta de mim.

Hoje seria um daqueles dias em que com uma mensagem, saberias que tinha havido algo... Hoje tive uma conversa daquelas que lava a alma. Só pode ser por isso que chegaram estas saudades...

Hoje queria poder trocar mensagens contigo até às tantas, com conversa fiada daquela boa que distrai e nos faz não pensar em nós.

Hoje pensei se ainda me conseguiria lembrar da ultima vez que falámos assim... mas não consigo... eu bem digo que a minha cabeça tem o tamanho de uma ervilha :)

Hoje sabia que me ias fazer rir, só por sentires que precisaria disso. Era assim há uma década, há mais de uma década...

O tempo passou e tu não estás do outro lado do telemóvel... não estás do outro lado do meu eu... mas eu hoje precisava que estivesses! Precisava daquela gargalhada.

Hoje estou assim... com a alma lavada... mas com saudades tuas amigo!




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Coração pequenino

Embora não seja a primeira vez que a Guigas dorme com outras pessoas, é a primeira vez que fica de férias e nós a trabalhar!

Ainda não tinha saído de ao pé dela e já estava a morrer de saudades!

Ela está bem, brinca e diverte-se e não tem de andar a trás de pessoas crescidas a fazer coisas chatas...

Tentamos convercer-nos de que assim é que ela está bem e nós também, mas é impossível não desejar que o tempo passe rápido para voltar a enchê-la de beijos :)

A Matilde goza uns dias de filha única... quando não está louca de dor de barriga também é muito querida e muito risonha!