terça-feira, 13 de setembro de 2016

Quando o melhor que sabemos e podemos é rezar!

Neste verão vimos um incêndio começar muito perto da terra onde estávamos.

Vimos a rapidez com que o fogo se começou a espalhar, vimos os helicópteros e os aviões a chegar à vez e a tentar fazer o que parecia impossível... apagar as chamas.

O helicóptero passava tão perto, tão perto que até sentia o vento na minha cara e o barulho das hélices estremecia cá dentro.

Eram uns 6 ou 7 e passavam à vez num barulho que é o que eu imagino quando leio os relatos da guerra em qualquer livro da Lesley Pearse.

Uns nervos até mais não, à espera que ele chegasse ao pé de nós... Uma noite mais ou menos em claro a pensar se teríamos ainda de reunir forças para pegar em baldes e ir defender o que é nosso. 

E acima disso tudo passar uma mensagem de calma e confiança nos bombeiros para não assustar as miúdas. Deixá-las ver o que precisassem de ver para não terem medo desnecessariamente, mas também dizer que os bombeiros tratariam de tudo e trataram!

A Guigas, mais medrosa e consciente, disse que não conseguia ser forte, que queria rezar. Perguntei-lhe se queria rezar o terço comigo e disse que sim. Sentámo-nos no chão e comecei a rezar com ela, a Matilde juntou-se logo a nós :) Assim que terminámos a primeira dezena, chegaram mais dois aviões para combater o fogo.

É assim, nós ajudamos com o que podemos e Deus responde capacitando quem pode resolver! 



Acrescentar só que o fogo não chegou perto de nós, apesar de durante a noite termos visto algumas imagens mais assustadoras. Na realidade parecia mais perto do que era.
  

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

À minha filha (versão do pai :) )

A tua mãe já te disse o quanto gostamos de ti mas eu queria dizer-te como estaremos sempre aqui para ti.

Hoje, como sempre, o teu sorriso é genuíno.
Mas quem te conhece sabe que hoje fazias ainda mais perguntas, de manhã, e hesitavas mais nos teus passos, nas tuas decisões rotineiras.

Estás certa do caminho e, com a confiança que te é característica, perguntas se hoje serão muitos os primeiros trabalhos de casa, procurando ocultar o receio lógico da incerteza e do desconhecido. Do novo e da descoberta.
Os teus passos são sempre em frente mas, por vezes, hoje, as tuas pernas vacilam, pelo receio daquilo que irás encontrar. Hesitas mais. Olhas mais para nós. Procuras mais o nosso olhar.
Não choras. Queres ser forte, mas percebe-se no teu abraço – mais forte do que nos outros dias – um confirmar de uma promessa silenciosa da nossa parte: “Pai e mãe, estejam sempre aí, se eu falhar e precisar de vocês, ok?”

Se pudermos dividir a vida em fases, esta é, claramente, uma delas. De hoje em diante a tua vida não mais será a mesma. Terás provas, testes, estudos. Começas a ter responsabilidades e a ter que responder pelas tuas acções. Terás escolhas mais determinantes. Sentir-te-ás mais sozinha, porque é um caminho mais individualizado, que se vai estreitando à medida que fores decidindo quem queres tu ser. Consoante fores escolhendo em quem te queres tornar.

Hoje, querida filha, começas a crescer.
Hoje, querida filha, os teus pais começam a crescer.
Se sempre fizemos com que caminhasses de forma autónoma hoje queremo-lo ainda mais. Tentaremos sempre que sigas o teu caminho, sempre em frente. Não te preocupes. Falha. Erra. Acerta. Luta. Conquista. Mas caminha. Caminha segura e firme, com a certeza de que quando olhares para trás, será sempre o sorriso dos teus pais que verás: a aplaudir, a assistir, a chorar, a incentivar, a empurrar, a ajudar a levantar.

Segue em frente. Segue o teu caminho. Segue a tua estrada. A partir de hoje ficaremos aqui na retaguarda!
Quando olhares estaremos aqui!


À minha filha!

Minha querida Margarida

Hoje é o primeiro dia de aulas à séria!

Lá ias tu com a farda impecável, o orgulho da menina crescida a encher o peito e a responsabilidade a crescer dentro de ti.

Apesar de às vezes, o peso da responsabilidade ser demais para ti, quero que saibas e aprendas que se respirarmos fundo ficamos mais leves. 

Mais do que aprenderes letras, números e essas coisas todas que anseias, quero que aprendas a ser feliz, que aprendas a olhar para o outro e a dar-lhe a mão e que mais importante do que sabermos muitas coisas, é sermos grandes pessoas.

Também espero boas notas e grandes feitos na escola, mas o quero muito é que sejas feliz.

Espero que tenhas orgulho na nossa família. Nós teremos sempre muito orgulho em ti, basta que sejas tu! 

Assim só: feliz!




sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Matildices!

Eu a falar com o JP: Acho que foi uma palete que caiu do carro.

Matilde: O quê mãe? Porque é que a Mafalda caiu do carro?

Eu: Não foi a Mafalda, foi uma palete de leite.

Matilde: Ah! Porque é que a mandalete caiu do carro?

Chorei a rir! E ela irritadissima a repetir a pergunta sem parar e eu não respondia...


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia # 4


Regressar de Monte Real tem sempre um sabor agri-doce. Se por um lado vamos deixar para trás uns dias calmos, de descanso e preguiça, por outro retomar a loucura do dia-a-dia também é revigorante.

Matar saudades das miúdas e elas nossas sabe bem! Apesar de, para pedirem atenção, fazem mais birras e gritam e o diabo a sete, mas vimos com dose extra de paciência.

O nosso último dia faz-se sempre com muita calma: acordar devagarinho, aproveitar o chuveiro quentinho logo de manhã, o pequeno almoço gigante.

Depois é fazer check-out dar uma última voltinha pela terra, passamos quase sempre por São Pedro de Moel (é assim um dos nossos locais preferidos de sempre).



Seguimos depois para Leiria onde almoçámos no Shopping que estava a abarrotar porque o tempo estava péssimo. Depois fomos a Fátima, fazer reconhecimento de campo para uma atividade da nossa catequese.



Passamos quase sempre em Fátima depois de Monte Real. É como depois de descansar o corpo encontramos o equilíbrio perfeito em Deus e a seguir o regresso à familia!



Ritita


Voltamos com saudades das nossas filhas mas convictos de que estão felizes.
Houve um ano onde uma delas amuou - principalmente com a mãe - e durante uns tempos virava a cara (era ainda muito pequenina).
Este ano a receção foi boa da parte de todas. Todas correram para nós (menos a Mafalda, que não há forma de começar a andar) e nos contaram o que fizeram.

A Margarida, que é mais velha, já sabe desta tradição e umas semanas antes já me tinha perguntado quando íamos para Monte Real. Mas vão-nos perguntando porque é que elas não podem ir e nós explicamos que o Pai e a Mãe precisam de namorar um com o outro. E, na realidade, acho que elas sentem quando voltamos que temos uma dose-extra de paciência.

Às vezes, naqueles momentos mais difíceis: de birras, dificuldades no trabalho, momentos em que só apetece fugir,... fechamos os olhos e sentimos o cheiro, o som, a textura de Monte Real. As massagens, o SPA, o colchão!
Depois de já termos ido lá 7 vezes, é fácil conseguir voltar lá assim.
Por isso, nesses momentos mais difíceis, sentirmos que aconteça o que acontecer... teremos sempre Monte Real!

JP

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Teremos sempre Monte Real Dia #3

O 3º Dia amanheceu com mais sol, pelo que quisemos aproveitar a bela piscina do hotel.
Livros, sol, água e silêncio... nada melhor para recuperar energia.


Depois mantivemos os almoços simples, desta vez, não muito longe no típico Caffe (com dois f's!) Central.


À tarde, o tratamento que nos esperava era uma massagem SPA Monte Real, ao corpo todo. Confesso que a tranquilidade era tanta que acho que adormeci.
Soube lindamente.

Outra das coisas que é ótima em Monte Real é podermos ler! Ler muito. Ler sem parar. Ler sem ser interrompidos. Normalmente, durante o ano, guardamos sempre um livrinho (dos grandes!) para ler em Monte Real. O meu, deste ano, tem 660 páginas. Já estou quase a chegar à 500! :)

JP



Antes do spa, aproveitámos para passear pela vila, e desviando um pouco do centro fomos ver o castelo. Não percebo bem se é o castelo pois na realidade penso que seja um resto de uma capela. É um monumento muito pequenino, que fica numa pequena elevação e com alguma vista sobre a vila. 

À noite decidimos jantar  no restaurante do hotel, embora não tivéssemos a refeição incluída, noutros anos tivemos e a comida costuma ser boa.

Com um menu buffet, tínhamos vários pratos por onde escolher e apesar de não nos ter enchido as medidas ficámos com a barriga bem cheia.

No final do jantar fizemos um pequeno passeio a pé pela vila só para ajudar a desmoer o jantar e desfrutar um pouco do sossego. Monte Real é o típico sitio onde não se passa nada! É por isso que se descansa imenso! :)

Ritita

Feliz dia 7!

Há 8 anos acordei de mansinho com a certeza de que seria o dia mais feliz da minha vida :)

Não sabia que esse dia teria um prolongamento tão grande que dura hoje e que mesmo nos dias em que por teimosia me prendo às coisas menos boas, essa felicidade chega e varre tudo isso.

Há 8 anos caminhava para ti e alguém cantava la no fundo: "Quando eu chegar a ti, á tua porta! Eu perder-me-ei em ti, perder-me-ei em ti!"

E eu ia, de mansinho, a sorrir, cada a passo à espera do momento em que o teu abraço me abarcaria e o meu coração unido ao teu para sempre.

Tem sido único! 

Hoje continuo a sentir que me perco em ti :) e hoje desejo continuar a perder-me sempre. És único!

"Obrigado por tudo e para sempre só a ti"