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domingo, 2 de julho de 2017

This is me! This is us!



A Ritita gosta muito do filme "O Amor acontece" cuja primeira cena é num aeroporto e que explica todos os sentimentos que acontecem num aeroporto: a ansiedade, a tristeza, a alegria,...
Acho que há outro sítio que é assim, que é o hospital!

Bem ou mal, todos nós devemos passar algumas vezes pelo hospital ao longo da vida.
Neste caso, este hospital concreto, faz parte da minha vida... 

A primeira vez que me lembro, ou melhor, o momento em que o hospital Fernando da Fonseca (ou Hospital Amadora-Sintra, tal como é conhecido) passou a fazer parte da minha vida, foi no início da minha adolescência, quando um amigo nosso foi atropelado e nós quase que nos mudámos para o hospital durante o Verão.
Viemos de carro, de comboio, de autocarro. Éramos miúdos e queríamos estar juntos.
Nessa altura aprendemos a conhecer os corredores. Aprendemos a entrar pelas urgências, pelas consultas externas. Aprendemos truques para sermos mais a entrar e a passarmos a tarde no quarto. Uma vez chegámos a juntar-nos uns 15 num daqueles quartos das visitas, a jogar ao Uno! Volta e meia éramos expulsos... :)

Depois crescemos.
A minha mãe foi operada. Foi enquanto ela estava nestes quartos que recebi uma das piores chamadas da minha vida. Uma chamada de despedida que, graças a Deus, não veio a acontecer.
As estradas voltaram a trazer-me para aqui, por operações consecutivas e histórias mal explicadas.
Quis o destino que num desses internamentos acontecesse o nascimento da minha primeira filha. 
No mesmo hospital. Uns pisos abaixo.
Era quase 22h quando ganhei o epíteto de pai, pela primeira vez. Tirei uma fotografia manhosa e arrisquei-me a atravessar os corredores do hospital a essa hora. Passei de uma torre à outra e mostrei a fotografia da primeira neta à minha mãe.
Ao sair do hospital, lembro-me, como se fosse hoje, desse pensamento e sentimento de olhar para o hospital, com algumas janelas iluminadas, e de pensar que deixava ali 3 gerações de mulheres.
As mulheres mais importantes para mim: a minha mãe, a minha mulher, a minha filha.

Passaram mais alguns anos. A minha 2ª filha nasceu. No mesmo hospital.
Foi nesse hospital, noutro piso, que voltei a passar uma semana. Entre intervalos e pausas. Horas de almoço e finais de dia, uma ginástica para estar junto à minha família.

Nasceu a minha 3ª filha. Nasceu o meu 4º filho. Em ambos os momentos senti o apoio da equipa do hospital nesses momentos especiais.

Pelo caminho ainda voltei ao mesmo hospital para ver a minha avó pela última vez. Foi aqui, numa destas camas, com os mesmos lençóis, que a vi deitada e que falei com ela pela última vez.

Ao longo destes anos, houve outras vezes que a estrada me trouxe até este hospital, mas estas foram as mais marcantes.
Nos próximos anos sei que virei outras vezes.
Dessas vezes, tal como até agora, virei aqui, a este hospital, ter boas notícias e sorrir. Virei aqui ter más notícias e chorar. Virei aqui... viver a vida!

Já o disse no outro post: maus profissionais há em todo o lado mas, felizmente, a esmagadora maioria dos profissionais com quem me cruzo têm tido uma palavra de conforto, um sorriso, uma troca de experiências. E é tão melhor quando é assim!
Os seguranças e as senhoras da receção veem uma pessoa grávida e desejam que corra tudo bem. Não são máquinas. São humanos! Também eles têm mulheres ou filhas que vão ser mães ou que já foram. Também eles serão um dia pacientes...
Desta última vez aconteceu um outro fenómeno: as senhoras da receção do hospital decoraram os nomes das nossas filhas. Sabiam a nossa cama! Sorriam e perguntavam-lhes se o Martim estava bem.
Assim, durante um bocadinho, este hospital foi mesmo a nossa casa.

Este hospital faz parte da minha família.
Infelizmente a maior parte das séries norte-americanas transformam o que se vive em hospitais numa novela de affairs, entre os corredores. Mas quando olhamos para os corredores reais do hospital vemos outras coisas. Vemos que aqui há dramas. Aqui há sonhos. Aqui há pessoas que trabalham. Aqui há esperança. E as pessoas que aqui trabalham testemunham-nos todos os dias. E mesmo assim, ainda conseguem lidar com isso como se fosse a primeira vez.

Este hospital conta um bocadinho da minha história.
Este hospital conta um bocadinho da minha vida.
Sempre que estou neste hospital sinto que:

This is me!
This is us!

sábado, 1 de julho de 2017

A aventura de ter um 4º Filho - Conta o pai!


Quase 48 horas depois, conseguimos ter tempo para descrever como foi esta aventura, que isto de ter 4 filhos é outro campeonato... :)

Depois de ter falado na "segunda pessoa" quando fiz o post sobre o nascimento da Mafy, desta vez também quis explicar um bocadinho algumas diferenças... O que muda, agora...

O 1º parto tinha sido cesariana, o 2º foi marcado pela ansiedade de ter podido assistir, no 3º foi a velocidade de tudo ter corrido bastante rápido. Por isso, para este 4º tentámos mentalizar-nos para tudo!

Quando a Ritita me acorda às 6h da manhã e diz: "é agora", por mais mentalizado que se esteja e por mais que seja a 4ª vez, há sempre aquele formigueiro na barriga. Presente ao acordar. Ao pequeno-almoço. Quando pensamos que "vai acontecer!"
Temos que nos concentrar, pensar no plano para gerir as miúdas, o que seja mais favorável, e isto já compete ao pai, porque entretanto a mãe já está em respirações e a controlar dores - em modo parto. É ai que, mais uma vez, o pai começa a entrar em ação. Entretanto, como não podia deixar de ser, cá em casa as miúdas começam a acordar e tenta-se explicar o que está a acontecer. Dizem que querem ir para a escola (onde estão seguras e a sua rotina é igual. Como as percebo!).

Arrancamos para o hospital. A mãe entra. E o pai espera, no desespero que é aquela sala de espera, com mães a gemer e pais a roer unhas. Depois de umas 2 horas de espera, lá tenho autorização para entrar. E aqui, a diferença maior que noto é a tranquilidade! A nossa tranquilidade! A serenidade de se chegar a um sítio que é já nosso.
Ter o 4º filho permite-nos ter uma certa credibilidade no hospital e vivermos tudo com muito mais tranquilidade. As pessoas olham-nos com outros olhos. Já não somos os histéricos que fomos. Conhecemos o CTG, o que são contrações. Falamos quase de igual para igual:)

Lá dentro acabou por ser tudo muito rápido: entre entradas de enfermeiros, contrações e entradas de médicos, acabei por não estar nem uma hora na sala de dilatação com ela.
Avançámos para a sala de partos. E aí, é como se estivéssemos a ver um filme pela 2ª vez, ou pela 3ª... Sabem como é? Quando estamos menos ansiosos e reparamos em pormenores e diálogos que não tínhamos reparado da outra vez?

A minha querida esposa dominava a situação, mostrando que sabia o que devia fazer na altura certa. Que orgulho que senti na sua confiança, no seu controlo, na sua força!
E os médicos e enfermeiros não paravam de nos dizer que assim era mais fácil, com quem já sabia o que vinha fazer. Desta vez foi tão especial, que quando vi a cabeça a sair, mesmo antes dele chorar, confesso que desta vez tive "tempo" de me emocionar!
E não, não foi por ser um rapaz.... Foi porque pude apreciar o milagre que é trazer uma vida nova a este mundo. Fiquei com lágrimas nos olhos.
Não foi como nos filmes: não houve gritos, gotas de suor, máquinas a apitar. Foi um momento nosso. Especial!

Muito se tem falado de parto humanizado e natural. Das mães serem ou não dirigidas. De invadirem a privacidade. Da postura de médicos e enfermeiros. Mas a partir do momento em que eu vou para o hospital, eu quero ser dirigido. E apesar de ser uma privacidade diferente, em todos os momentos me senti acompanhado e com pessoas que sabiam o que faziam. Também existem por lá os técnicos de mau humor, mas tivemos sempre a sorte (ou a graça) de sermos acompanhados por pessoas humanas, que também partilham um pouco da sua vida...
Sei quantos filhos tem a enfermeira que teve connosco.
Sei quantos filhos quer ter a doutora, que se casou neste mês de setembro e que sonha com os seus próprios filhos.
Sei quantos partos fazem por dia.
Sei quem são. Não são - eles os médicos - um número para mim. São pessoas reais com fragilidades, mas com qualidades.
Quando me despedi destas pessoas - estranhas para mim - mas que partilham um momento especial, tive vontade de as abraçar para lhes agradecer.
Alem disso, isto de ter o 4º filho dá-nos ainda outros privilégios, pelo que ainda nos deixaram tirar uma fotografia com a criança ainda quentinha!




Depois o reverso da medalha é termos que gerir as outras 3 pestinhas que temos cá em casa. Os seus desejos. As suas ansiedades.
Mas têm-nos surpreendido tanto nestes dois dias!...

A Guigas, sempre mãezinha, a querer tomar conta dele e de todos. A explicar o que faz. A ter que dominar a situação.

A Mafy, que apesar de não querer pegar, devagarinho, primeiro faz uma festinha. Depois já quer dar um beijinho e depois dá muitos... E só sabe falar do mano Martim.


E a Matilde, que depois da aventura na ecografia, revelou um imenso carinho, ternura. E um desejo muito grande de ser irmã mais velha de dois. A fotografia não consegue captar toda a ternura do olhar dela.



E nós? Nós cá vamos ficando a babar, para esta família... que estamos a começar a construir!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Na "segunda" pessoa...


Pedi à "mãe" se me autorizava a escrever a minha visão do parto. Assim, no seguimento do título do post da mãe, surge o meu.
Porque realmente acredito que, muitas vezes, o papel do pai nem é considerado como secundário, é mesmo considerado insignificante, é relegado para outro plano e acho que é importante que, sem de modo algum menosprezar todo o papel da mulher, dar a conhecer o que sente um pai (eu!), durante uma noite com esta (e aí vão 3!).

No outro dia ao apagar mensagens antigas no telemóvel, vi uma mensagem que mandei a um amigo nosso, cujo trabalho de parto da mulher se estava a prolongar por horas infindáveis... Na altura, senti necessidade de lhe dizer, de pai para futuro pai, de marido para marido, que compreendia a frustração dele, o querer ajudar e não poder fazer nada, a impotência que ele devia estar a sentir... E que a única ajuda que ele podia dar era estar ali, junto dela. Nós, homens, temos esta mania de ter que ser fortes, dominar a situação, e não poder mostrar essas nossas fragilidades.
A isto junta-se o facto de, muitas vezes, existir o preconceito de achar que o Homem é o gabarolas mas que na hora da verdade não era capaz de aguentar o sofrimento...
Eu digo: não sei o que são as dores de parto, mas naquele momento em que vejo - impotentemente - a minha mulher, que tanto amo, a sofrer, trocaria de lugar com ela - tal como uma mãe trocaria de lugar com um filho quando o vê em sofrimento - para ser eu a sofrer.

O papel do Pai é ingrato!
Ontem, estávamos em casa, a contar contracções. Umas mais fortes, outras mais lentas. Às vezes ela fazia: ai, ai, ai! E eu perguntava o que foi? É para irmos já para o hospital?
- Não, era só esta que era um bocadinho mais forte.
E ali ficamos sem saber como ajudar...

Depois decidimos arrancar. Chegar. Estacionar. Amparar. Dominar uma situação que não podemos dominar: porque não a conhecemos.
E esperar. Esperar na incerteza de não saber o que se passa no outro lado das portas por onde as nossas mulheres entraram.
As mães não conhecem o mundo da sala de espera. De pais mais ou menos nervosos. De pais que precisam de apoio ou de pais que querem ficar sozinhos. O mundo da espera desesperante.

Ontem, quando a Ritita veio ter comigo e disse que tinha 6 dedos de dilatação (e porque o facto de ter 3 filhos tem que servir para alguma coisa:)) perguntei-lhe: mas ainda vais ter epidural?
E ela: Sim, sim.
Sentei-me: sem a contrariar (porque não se pode contrariar uma grávida com 6 dedos de dilatação:P), mas convencido de que o anestesista não chegava a tempo. Quando acabou a série violenta que estava a dar na TV da sala de espera àquela hora, fui ter com a rececionista e disse: 
- Ainda não me chamaram para entrar. É porque a minha mulher já está a receber a epidural? É porque eu costumo entrar e sair no momento da epidural...
Ela lá deve ter percebido que eu dominava um bocadinho mais a situação (já era repetente...) e disse:
- Não. Ainda não. Mas então vou passar a pô-lo a par da situação.
Mas nisto passa uma enfermeira atrás e diz: é o acompanhante da Rita? Ah pode entrar já. É porque ela já não vai levar epidural (inevitavelmente pensei: claro, eu sabia!). Mas só disse: ah, não? Pois então tenho mesmo que entrar já! Alguém vai ter que a acalmar...

Os segundos em que vesti a bata, guardei os meus pertences no cacifo, desinfetei as mãos e caminhei até ao bloco de partos ("avance diretamente até ao bloco de partos, sem passar nas casas da dilatação") foram os segundos em que me mentalizei para o cenário de "desorientação" que ia encontrar e como ia ter que tomar o controlo da situação. 

Cheguei ao bloco e ela diz-me, de olhos arregalados: já sabes que não vou ter epidural?
- Sei. Mas é assim. Todos são diferentes e se há centenas (milhares?) de mulheres que conseguem tu também vais conseguir!
Os minutos que se seguiram foram (e são!) uma busca incessante do equilíbrio entre ter umas piadas com as enfermeiras (para cairmos nas boas graças delas. Ontem até lhes disse: digam-me o que fazer, que eu não sou dos pais que desmaiam!), piadas para a mãe para aligeirar o momento ("eu sabia que devia ter trazido o martelo para a anestesia"), ser prático e útil ("onde é que posso ir molhar as compressas que a minha mulher está a pedir"), verificar que tudo está a correr bem, principalmente quando a enfermeira diz a meio do trabalho de parto ("oops, devia ter feito uma episiotomia") e dominar a situação como nos compete ("tu és capaz", "faz força agora", "já vejo mesmo a cabeça"). 
Isto claro sem nunca largar a mão. 
Mas sem apertar demasiado, porque magoa.
Mas sem afrouxar demasiado, para perceber que tem que fazer força.
Em equilíbrio. Em domínio da situação. :)
É igual aos filmes... Mas com a nossa mulher! É ela que tem suor a escorrer. É ela que faz força até parecer que as veias vão saltar. É ela que olha para nós a querer dizer: "faz qualquer coisa. Puxa esta criança. Tira-a de dentro de mim!!" E esta criança que nasce e chora (que queremos que chore!) é o nosso filho! Esta criança que demora 2 minutos a sair mas que a nós nos parecem horas. 
Compete-nos ver se nasce bem. Compete-nos ver se a mãe ficou bem. Compete-nos ver se a enfermeira a costura bem. 
Compete-nos continuar a dominar a situação: ver se estão a pôr a etiqueta certa. Se dão atenção à nossa mulher. Se cuidam bem do nosso filho.
Ah! sem largar a mão!




Ser pai, nesta noite é como ser um encenador. Fica nos bastidores. Ouve os aplausos, rejubila por dentro porque contribuiu para o espectáculo. Mas sabe que não representou...
O seu papel é na sombra!

Sempre foi meu propósito de vida que, qualquer que seja o nosso papel (na vida, no trabalho, numa peça) devemos assumi-lo por inteiro, como se fosse o de protagonista.
No que me diz respeito, adoro ter este papel!! E é muito melhor quando o papel de atriz principal é desempenhado por uma pessoa que tanto admiro! E que sei que mesmo que lhe mudem as falas, acabará sempre por brilhar e por ter a plateia a aplaudir... de pé!

O Pai

Na primeira pessoa

Nunca achei que fosse ontem...
Durante o dia tive umas dorzitas, nada de especial, tive um stress com um cliente mas estava bem.
Trabalhei ate as 19h30, fui jantar só eu e o pai, era dia 7... Durante o jantar algum desconforto, nada de especial.
Fomos dar uma voltinha à vila de sintra e começaram as contrações. De longe em longe, com pouco ritmo mas a doer.
Fomos pra casa. Deitar as miudas ja foi com alguma dor... E ja decidida que teriamos de ir ao hospital.
Aguardamos que chegasse a avó para ficar com as miudas e as 00:40 dava entrada na triagem. Agora com contraçoes ja muito ritmadas e dolorosas.
Primeiro toque: sim em trabalho de parto, 6 cm de dilatação, quer epidural?
6??? Ja??? Quero!!!
Entre despir roupa, andar para a frente e para tras e fica aqui, fica ali, fui para a sala de partos, faz toque e: ja não dá tempo para epidural!
Nao dá, como nao da? Chamem la o meu marido que eu preciso dele aqui.
Chamaram-no! Um heroi que me acalmou como pôde, coitado...
De repente uma vontade brutal de fazer força. Chamem a enfermeira parteira, teve de ser ela a romper a bolsa porque a dilatação era total e siga... Faça força! Ja lhe vejo a cabeça, a força não é na garganta, mais um bocadinho e ja a vi, ja nasceu!
Ja senti, respondi eu...
As 1:50 da manha, com 2.7 kg a Mafalda inundava as nossas vidas de amor e de vida!
Foi rapida, decidida e energica tal como desejo que seja na vida. No hospital estamos a ser muito bem tratadas, temos um quarto só para nós... Deve ser por ser a terceira ja somo tratadas como no hotel.
Agradecemos todo o carinho, mensagens, comentários, chamadas e mimos. Vamos continuar a precisar!

Não há 1 sem 2, nem 2 sem... 3!!


O Pai orgulha-se de informar que já nasceu a mais pequena princesa desta casa!
Com 2,700kg e cheia de pressa a tentar cumprir a dita "hora pequenina" que se deseja às mães, nasceu, à 1h50, a princesa Mafalda.

Brevemente ser-vos-á apresentada :)

E é deste modo que o Pai continua a sua missão de ser terrivelmente mimado por uma casa cheia de meninas!

sábado, 30 de março de 2013

Era para ser hoje...

pelas contas era hoje que a Matilde terminava o tempo de gestação e faria as 40 semanas.

Em vez disso, está aqui a dormir no meu colo, quase com 15 dias :)

É uma das muitas questões polémicas que envolve o nascimento dos bébés hoje em dia. Já o parto da Guigas tinha sido provocado (e eu não estava minimamente preparada) às 39 semanas e 5 dias.

A sô dotora estava de serviço e rebentou o rolhão mocoso. Eu não tinha dores nenhumas mas inexperiente quis logo levar epidural e olha conforme entrei assim fiquei. Nada de dilatação e tivémos de ir para cesariana. 

Fiquei "triste" na altura. Acho que toda a gente quer experimentar o que é sentir o bébé nascer naturalmente. Será mais um daqueles assuntos em que a pressão à nossa volta dita tudo... tal como o amamentar e muitas outras coisas.

Na realidade, uma mãe não é menos mãe por o bébé ter nascido pela barriga... tal como não é menos mãe por não querer amamentar ou não conseguir... 

Hoje em dia, especialmente nos hospitais privados, há muito mais cesarianas do que partos normais... se nos perguntarmos se é porque as mães deixaram de dilatar :P quer dizer antigamente não havia cesarianas e todas as mulheres dilatavam. Também andavam muito mais a pé do que nós andamos hoje em dia... e não tinham médicos apressados a meter a mão para acelerar o processo.


No caso da Matilde, como já contei, pedi à sô dotora para ter um parto normal, mas algumas pessoas perguntavam-me: mas fazes muita questão de ter um parto normal?

E não era fazer questão, mas queria experimentar :) queria ver se era capaz. Claro que se não tivesse dilatado (e quando entrei no hospital ia convicta que não ia conseguir) não tinha mal nenhum. Passei o trabalho de parto todo concentrada em empurrar esta miuda lá para baixo, cada vez que a médica dizia que tinha dilatado um pouco mais ficava toda contente.

Quando ultrapassei a barreira dos 3 cm (que foi o numero em que parámos da outra vez) comecei então a ter mais esperança e a confiar que desta vez não ia ser só a sô dotora a mandar e nós íamos participar em tudo.

E assim foi: às 38 semanas e 3 dias! :)

sábado, 23 de março de 2013

Dia 19/03/2013

Conforme combinado com Sô Dra chegámos por volta das 9h00 ao Hospital Amadora Sintra e lá começou a aventura.

Estava ainda sozinha pois como era dia do pai, o JP foi com a Guigas à escola participar na atividade com ela, para ela não se ressentir em nada e só depois foi ter comigo.



A primeira parte foi mais básica fazer CTG, medir a tensão, a rotina a que já estávamos habituadas :)

Entretanto, a enfermeira de serviço falou com a Dra que estava numa intervenção cirurgica e para eu não estar à espera tratou logo do meu internamento. Despe a roupa, faz o clíster, e vamos para o quarto de dlitação nº 2.

Passado pouco tempo o JP já estava ao pé de mim e a Dra veio falar comigo e explicar que como eu tinha uma cesariana anterior tinha de entrar em trabalho de parto de forma natural, sem injecção, e depois a partir daí víamos a evolução. Vai daí, pediu ao JP para sair e fez-me um toque que não vou descrever :P mas que ao fim de uma hora me pôs o útero a querer sair cá para fora.

As contrações começaram, primeiro mais devagar e a seguir muito mais rápidas, mas completamente suportáveis. Quando fizémos o toque nessa altura tínhamos quase 3 cm mas o colo do útero ainda não estava a 100%.

Daí a um pouco as contrações já iam doendo, o colo do utero estava apagado mantinhamos os 3 cm de dilatação e já podíamos levar a epidural, mas como estava tudo a correr bem e ainda dava para aguentar  decidi esperar mais um pouco para ver a evolução da coisa...

Passado um bocado já não aguentava as dores :) e pedimos a epidural que ainda assim demorou quase uma hora pelo que nessa horita ainda se sofreu um pouco... ao levar a epidural também tivémos uma quebra de tensão mas nada de muito grave...

No toque a seguir já tínhamos 6 cm, começámos a ficar muito optimistas. A bolsa entretanto já tinha rebentado, sózinha pois já tava a levar ocitucina na veia e também já tinha levado o antibiótico por causa do Streptocopus B positivo... tava tudo no bom caminho e a médica pôs a ocitucina a bombar.

Mesmo com a epidural, as dores não passaram completamente e tivémos de pedir o reforço da dose ao fim de uma hora... Nessa altura tínhamos 7 cm :)

Mais uma hora e começei a sentir "a vontade" de fazer força, a enfermeira foi ver e era mesmo a Matilde que já estava quase já tinhamos quase 9 cm.  Isto eram 21h e tal... 

Perto das 22h, altura da troca de turno verificou-se tudo estava quase nos 10 cm, ia mesmo nascer a 19 de março... 

Quando trocou o turno tivémos a bela surpresa de ver a enfermeira que tinha estado no parto da Guigas :)  contámos a história e ela riu-se, disse que nos devia então um parto natural há dois anos e tal e que tínhamos de tratar disso.

Por volta das 22h20 comecei a fazer um pouco de febre, fiz paracetamol mas estava tudo pronto para ir para a sala de parto e assim foi. Já na sala de parto a enfermeira explicou como é que tínhamos de fazer para respirar, preparou tudo e entrámos então naqueles ultimos minutos mágicos!

Assim foi, muita força! Muita, muita, muita MESMO :) 

Mas a pirralha saiu! Saiu e fez logo um xixi e um cócó por causa das coisas :)

Eu respirei fundo, recebi os parabens de toda a gente e o pai cortou o cordão. 

Aquela sala lá dentro é mágica... não há palavras para descrever os sorrisos e a forma de estar das pessoas naquele momento. Muito, muito giro!

P.S. Em relação ao que se sente na expulsão do bébé (no momento da expulsão mesmo) o que senti no parto da Guigas e agora da Matilde foi o mesmo :) aquela sensação boa de sentir que nasceram é igual :) - só para desfazer o mito de que na cesariana não se sente, bla, bla - a maior diferença é o porem o bébé em cim de nós (que é lindo) e o facto do pai estar connosco :)



quinta-feira, 14 de março de 2013

Explicação para isto...

Acabei de ler aqui


É mesmo verdade:
É 14% mais provável dar à luz numa Terça-feira do que em qualquer outro dia da semana — e o menos provável é dar à luz ao fim-de-semana.

Explicação para isto, alguém tem?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Análises feitas...

Uma coisa que as grávidas fazem montes de vezes é análises :)

Claro está que eu tinha de fazer as do último trimestre, e tendo em conta que queremos criopreservação das células estaminais pois que temos de enviar para lá toda a informação e mais alguma.

Assim foi!

Sábado acordei de madrugada e lá fui eu para a pica. Os senhores muito profissionais mandaram-me o resultado para o meu mail  - Adoro esta opção! - e eu é só imprimir...

Pois que está tudo óptimo, óptimo excepto que deu positiva a bactéria do Streptococus coiso e tal não sei o nome :)


Mandei mensagem à minha querida amiga Catarina que é quem trata das minhas análises que lá me explicou que isso não é muito preocupante e que há muitas grávidas que têm.

Vai daí que se a Matilde nascer de cesariana não há se quer preocupação alguma... se nascer de parto normal é que temos de levar com antibiótico pela veia adentro.

Entretanto fui à net e há testemunhos de todo o tipo, desde aqueles em que não se passou nada até àqueles em que as mãe tiveram de ficar internadas mais uns dias no pós-parto. Nada de dramático...

Vamos ver o que diz a Sô Doutora amanhã!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Um Sábado CHEIO...

Além de uma noite looooooooonnnnnnnnnnngggggggggggaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! :)

Pobre Guigas, às 4 da manhã, gemia, gemia, lá fui ver o que se passava, pois que estava cheia de comichão.

Pediu para ir para a nossa cama e eu, com pena da pobrezinha lá deixei... mas a comichão não há meio de parar :) lá fui buscar Caladryl só que eu não me deixava ver a barriga e as costas consegui espreitar a custo mas não me deixou pôr nada... Logo a seguir imensa comichão na cabeça...

Eu que até pensava que a coisa estava mais ou menos, comecei logo a imaginar que quando acordasse, ia parecer um bicho...

A seguir, por simpatia, tanto eu como o pai, também já estavamos cheios de comichão, só rir! :)

Acordei bem cedinho, de madrugada mesmo dado que não é normal o meu sábado ter um despertar de 7h30 :) para ir fazer análises. Se Deus quiser, as últimas antes da Matilde nascer e as mais dolorosas dado que tem de meter umas coisas pelo pipi... Blherk, blherk!

Logo depois, toca a ir correr para Lisboa que temos a preparação para o parto :) Tal como já tinha dito, foi no centro pré e pós parto em Lisboa, a preparação especifica de 2º filho e gostei mesmo muito :)

Abordámos apenas os temas que queríamos, mais como um relembrar daquilo que vivemos e foi bom... havia coisas que não me lembrava de todo... recebemos dicas que anteriormente não tínhamos recebido... treinámos, acabámos por ter um bocadinho só nosso :)

Fizémos um exercício maravilha em que reláxamos e treinámos a respiração e a querida Matilde gostou tanto que se fartou de dar pontapés e mexer :)

De volta a Guigas "varicelas" (como ela diz) precisa de muito mimo :)

O pai foi com ela para casa, dado que tínhamos não sei quantos compromissos, e levou uma caixinha de maizena que, para quem não sabe, alivia muito na comichão das borbulhas da varicela :)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Roupa de grávida...

E quando a roupa de grávida também deixa de nos servir ainda quando estamos grávidas?

Pois é!

Umas calças já não passam e há uma camisa que também já quase não aperta.

É que para uma pessoa que quase não tem volume, ter este volume todo transcende-me... não sei como é que aquelas grávidas que engordam 20 kg conseguem viver com isso. A sério, sem maldade e sem ironia, não sei mesmo...

E o depois? Como é que depois se volta ao normal?



Eu na gravidez da Guigas engordei 9 kg e, apesar de vestir a minha roupa logo ao fim de um mês, de ter o meu peso, da minha barriga ser estreita, bla, bla, sentia que nunca mais a minha barriga foi a mesma :) parecia que tinha pele a sobrar.

Outra coisa que nos ensinam na preparação para o parto é, quando saímos do hospital, temos de sair com roupa de grávida na mesma. Mas eu não tinha noção nenhuma e levei as ditas calças que agora já deixaram de me servir... vai daí o que é que aconteceu? Mesmo sem uma barriga gigante as calças não passavam... Eu vim de lá inchadissima :) andei a bater mal uns tempos e tudo por causa disso.

Eu não estava nada à espera que fosse assim... eu nunca tinha sido TÃO grande, tão larga... Atenção que as enfermeiras no recobro (uma hora depois da criatura ter saído) disseram que adoravam ter uma barriga como a minha em condições normais, quanto mais após ter saído um bébé lá de dentro.

Foram amorosas, mas não me convenceram... Da próxima vou tão mentalizada para o pior que espero não custe tanto! :)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

E no segundo filho surgem os dilemas :)

Dilema # 1

Fazemos preparação para o parto ou não?



Quando foi da Guigas, primeira filha, tudo novidade, com certeza que sim! Vamos a isso!

Perguntámos à Sô Doutora a opinião e ela disse que é sempre uma mais valia mas que não dava dicas sobre o local pois variava conforme o sitio e a nossa vontade e disponibilidade :)

Na altura tínhamos como referência: o cintramedica onde somos seguidos nas consultas; a Climemma a única da zona com acordo com o Serviço Nacional de Saúde; o Centro pré e pós parto e Fatima Sancho muito aconselhada por uma amiga!

Fizémos prospecção de mercado, vimos valor, ponderámos distâncias e... decimos o Cintramédica :) nada contra a pessoa que deu a formação mas de facto achámos que não aprendemos assim tanto... e que até perdemos algum tempo com assuntos que até nem eram assim tão relevantes e que os assuntos realmente importantes foram um pouco descurados...

Vai daí que: decidimos não fazer a preparação novamente no Cintramedica.

MAS... sentimos que há assuntos, que apesar de só terem passado dois anos e pouco, deviam ser relembrados. Há coisas que, como achamos que ainda temos uma bébé, não ligamos tanto. Sei lá, segurar a cabeça, dar banho, e o que se leva para a maternidade? :) Já não sei nada disso :P

E a respiração na altura do parto? É que da Guigas nem foi preciso respirar :P

Andámos então em busca e descobrimos que alguns destes locais têm uma coisa gira que é a preparação especifica para o segundo filho.

E andamos a ver! Quando tivermos novidades, conto tudo ;)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Vários tipos de parto...

A querida Rita das Pulguinhas que está prestes a ser mamã deixou-me este link girissimo ontem à noite.




Muito embora para mim ainda seja um pouco cedo para pensar nessa parte, é sempre muito giro ver o parto por esta óptica!

A Guigas nasceu de cesariana e a nossa médica na última consulta já disse que a probabilidade desta também ser é alta, no entanto não é impossível que seja parto normal. :)

Até lá veremos!