quinta-feira, 20 de julho de 2017

Amamentação - algum segredo?

Na sexta fui pesar o miúdo!

A primeira vez que vamos pesar é sempre de grande expectativa... aquela cena de ver se está a engordar ou não :)

O Martim engordou 260 gramas!

As irmãs também engordaram sempre bem no inicio, mas isto da amamentação tem que se lhe diga! E é mais uma daquelas coisas em que há muita teoria, muita conversa, e compreensão pelas mãe muito pouca.

A Margarida engordou lindamente no inicio, quando chegou ali aos dois meses perdeu umas gramitas de peso... estão a  ver a cena, né? Primeira filha... eu tinha toda aquela lavagem cerebral de que dar de mamar é que é, o vinculo, os anticorpos, e tem de ser em exclusivo e beca beca... 

Senti-me péssima! Não conseguia que ela mamasse como deve ser, sentia uma pressão gigante só de desejar que ela engordasse e era uma cena minha... a pediatra com calma a dizer que era uma fase, que ia passar... optei por dar-lhe suplemento uma vez por dia. 

E ela voltou a engordar... e eu fiquei óptima, tanto que voltei a dar de mamar em exclusivo mas percebi que ganhei uma coisa de que precisava muito... a liberdade de não estar presa à amamentação 24 horas por dia. 

Vergonha! Qual é a mãe que não quer estar sempre colada à criatura? Qual é a mãe que fica bué feliz porque há um momento em que alguém pode dar um biberão à criatura para a mãe estar sozinha não sei onde, nem que seja na cama deitada? Pois! Mais uma coisa para me fazer sentir péssima!

No meio disto tudo, a Margarida acabou por mamar bem, até aos 15 meses, é uma minorca, ficou doente logo com um mês e portanto o meu leite nem lhe deu anticorpos, nem cresceu muito e pronto.

Esta experiência toda logo na primeira filha deu-me uma perspectiva diferente para as outras... estava mais numa de se mamar mama, se não mamar bebe biberão (também fui alimentada a suplemento e estou aqui...) 

A Matilde mamava em 2 minutos e engordava brutalmente. Sem stress algum do outro mundo, ao fim do mês apareceram-lhe umas manchas horrorosas na pele e tivemos de interromper para ter a certeza que não era eu que estava a passar a bicheza à miúda. Nessa altura bebeu suplemento durante 48 horas, mas retomou a mama normalmente e mamou até aos 9 meses. 

A Mafy ainda melhor... perdeu apenas 70 gramas quando saímos da maternidade e mesmo lá começou logo a mamar lindamente. Pegava lindamente na mama, mamava bem, esvaziava as mamas em 10 minutos e engordava impecavelmente. Foi com quem cumpri melhor todas as regras da amamentação e que mamou em exclusivo mais tempo, mas apenas até aos 6 meses. Quando começou a comer comida de gente achou que a mama já não era coisa que lhe assistisse.

O Martim foi muito mais difícil para começar a pegar na mama. Era trapalhão a pegar, umas vezes mama das duas mamas, outras só mama de uma. Umas vezes faz três horas outras faz mais e outras menos... ainda andamos aqui muito no limbo e por isso ver que engordou bem também me descansa.

Na maternidade disseram-me: olhe que não desista de dar de mamar a este, lá porque é o quarto filho! E eu: sim, sim! Mas realmente esta coisa da amamentação mexe um bocado comigo. É óbvio que se estiverem bem dar-lhes-ei de mamar, claro! (ainda que goste muito da ideia da liberdade de alguém lhes dar um biberão e eu poder estar no café), mas quando começa a correr mal também me deixa chateada o pensar que não estou a conseguir fazer uma coisa que é suposto ser natural...

Ai... coisas de mãe!




terça-feira, 18 de julho de 2017

Amamentação - diz o pai

Sobre o tema "amamentação" confesso que não tenho muita opinião formada.
De todos os temas sobre "ter um filho", provavelmente este é daqueles em que tenho menos opinião e vou mais "a reboque" das opiniões da minha mulher.
Uma vez que ela própria foi aperfeiçoando a opinião que tinha sobre o assunto, à medida que partilha comigo o que sente, vai-me fazendo sentido.
De um ponto de vista prático acho que:
a) é do senso comum que a amamentação tem os seus benefícios: transmite anticorpos, é prático, está sempre pronto, não tem custos;
b) pode causar: alguma ansiedade nas mães quando não aumenta o peso, podem não se sentir à vontade para amamentar em qualquer lugar, "prende-as" aos filhos, não podendo ficar mais de X horas longe deles;
c) é a desculpa ideal para todos os pais: só a mãe está a dar de mamar. Eu não posso fazer nada!

Assim, aquilo que temos defendido ao longo destes recém-nascidos é que:
a) a mãe tenta sempre dar de mamar. No início, vê como corre, como vai nascendo e até quando é que apetece (à mãe e ao bebé) ser amamentado;
b) dependendo do período em que vão para a escola, vai-se introduzindo sopa, papas, suplementos. Foi diferente com todos e por motivos variáveis. Neste também será assim. O que é importante em todo este processo é que a mãe não sinta esse peso horrível chamado culpa, por deixar de amamentar e, por outro lado, que não queira continuar a amamentar "custe o que custar". Enquanto ambos se sentirem bem, vai-se continuando: uma vez por dia, ou duas, ou três.
c) somos completamente contra aquela teoria do "se eu estou acordada a dar de mamar, tu também ficas acordado a olhar para mim!". Na Margarida - que era a primeira - eu ainda fazia a parte de colocá-la a arrotar, quando ela mamava e eu estava "por ali". Mas com o aumento de filhos isso foi passando. A mãe dá de mamar e eu fico com as outras crianças. Ou a preparar o jantar. Ou a deitá-las. Ou a dormir... Porque de todas as vezes tem existido um acordo tácito (nunca negociado ou se quer conversado) onde quando as mais velhas acordam de noite, sou eu que vou ver o que se passa na esmagadora maioria das vezes. Quando é o bebé, a esmagadora maioria das vezes é a mãe que trata dele.

Para mim, enquanto pai, este é um ponto onde acho que o mais importante é que a mãe se sinta bem!


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Domingo de passeio em família

Com uma família deste tamanho e tendo em conta que o elemento mais novo tem dias, pensar no que vamos fazer em família torna-se uma aventura...

Este domingo foi um dia enorme, mas acabou por ser óptimo...

Primeiro, o mais importante: fomos à missa!

A seguir, e depois de várias voltas por Sintra a tentar estacionar (de facto, a vila está a ficar caótica), fomos passear ao Palácio da Pena. O pai JP contou-nos a história dos reis e das rainhas que lá viveram, quem desenhou o palácio (nota-se que fiquei fascinada?) :)



Depois piquenique junto à Lagoa Azul, sentadinhos no chão, com sandocha e suminho. Um farnel mesmo à séria!



E a seguir praia em Cascais! Duas horinhas a lavar a vista, a sentir a água fria do mar com miúdas cheias de areia, mas onde ainda li um bocado do meu mega livro.

Ficámos cansados mas foi um dia bom!



quinta-feira, 13 de julho de 2017

E como temos passado?

Temos sobrevivido! :)

As noites, umas são mais fáceis outras menos e os finais do dia quando as manas chegam a casa são agitados.

De resto, temos feito muitas coisas e passeado :)




terça-feira, 11 de julho de 2017

E o peso? - Fala o Pai :)

O verão, por si só, já é altura de falar do peso das senhoras.
A gravidez e o parto é outro momento ideal...
Junta-se a isso, uma recente ciber-polémica, sobre uma mãe-conhecida, que teve dois filhos e que (pasme-se!) ainda tem barriga...
A minha querida mulher não é conhecida, mas reúne os outros dois tópicos, pelo que a sua barriga também é alvo de conversa interessante.
Como em tudo o que rodeia o mundo da maternidade, todas as pessoas têm sempre uma palavrinha a dar: "finalmente o rapaz? Lá conseguiu!"; "um casalinho, fica já despachado"; "4 filhos!! Mas onde é que tinham a cabeça?"; "4 filhos!! É isso, é preciso é crianças!"; "tantas crianças? São é malucos!"; "tantas crianças? São é corajosos"... E o rol continua.

Em relação à barriga não é diferente: "Já voltou a barriga ao mesmo? Como é que é possível?"; "Parece que está na mesma".

Quando tentamos dizer que não, ralham connosco e dizem "também, não pode querer tudo de uma vez"; "também foi só há X tempo..."

Sobre isso, acho que, realmente, a minha querida mulher ficou com mais barriga. Com mais rabo. Com mais peito. Com mais coxa. 
Mas também ficou com mais preocupação. Com mais horas de sono. Com mais olheiras. Com mais varizes.
E tudo isso acontece porque também ficou com mais filhos. Com mais amor. Com mais abraços. Com mais presentes do Dia da Mãe. Com mais alegrias. Com mais pessoas que ultrapassam conquistas. Com mais pessoas para transformar este mundo num lugar melhor. Com mais histórias para contar. Com mais experiência. Com mais pessoas para tomarem conta dela quando for velhinha. Com mais pessoas que lhe vão ligar durante o dia a contar novidades, a desabafar, a partilhar segredos. Com mais carinho. Com mais ternura. Com mais fotografias no quarto. Com mais pequeninos "nós".

Se tudo correr bem, nenhum de nós vai morrer novo e lindo de morrer (passo a expressão!). Se tudo correr bem a pele vai ficar enrugada, flácida e descaída. 
É feio, mas é o que esperamos: morrermos velhinhos. E nessa altura, se Deus quiser, estaremos velhinhos, enrugados e feios, mas teremos tido uma vida feliz  e estaremos rodeados de quem nos ama.
Por isso, só posso agradecer à minha mulher por "sacrificar" o corpo dela, envelhecendo-o antes do tempo natural, para que a nossa velhice seja gorda de amor! :)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

E o peso?

Desta gravidez engordei 12 kg... foi a que engordei mais! 

Pela primeira vez na minha vida ultrapassei a barreira dos 60 kg e confesso que me sentia mesmo muito pesada. Os meus calcanhares doíam simplesmente de me pôr de pé em cima deles logo de manhã.

Parece um bocado estúpido falar assim quando existem não sei quantas pessoas com o drama do excesso de peso e que não conseguem mesmo emagrecer, enquanto as magras têm uma vida super facilitada podem comer qualquer porcaria, comer muito ou pouco que nada lhes acontece.

Com o passar dos anos fui aprendendo a lidar com esta questão da magreza, mas houve alturas em que a pressão de ser magra foi tanta que não sei se não seria o mesmo que sentem as obesas.

Antes de ser mãe o meu peso normal era 44 kg... podia comer muito, comer pouco, comer assim assim, comer comida muito saudável ou várias vezes no Mac, era aquilo e pronto...

Na ida às JMJ da Alemanha, já tinha perdido peso antes e como lá se come tão bem, vim de lá com uns 38 kg... os meus pais entraram em desespero, levaram-me ao médico: clínica geral, nutricionista, endócrinologista, carradas de análises e de exames à tiróide e umas papas para engordar... cheguei aos 47kg e cada kilo custou 100 €. Eu não era adolescente, tinha 22 anos e ainda bem que o meu pai pôde ajudar-me nisso.

Depois voltei aos meus normais 44 kg e mantive-me por aí. Na primeira gravidez engordei 9 kg  recuperei mais devagar (a cesariana é sempre mais difícil de recuperar) mas voltei aos 44 kg... Da segunda engordei uns 11 kg recuperei rápido (ao fim de três semanas vestia a minha roupa) e fiquei com 46 kg... Na terceira, engordei 9 kg recuperei ainda mais rápido (ao fim de 15 dias vestia a minha roupa) e fiquei com 48 kg.

Na quarta gravidez engordei 12 kg, pesei-me anteontem (menos de uma semana depois do parto) e já perdi 7 kg. E sei que já há pessoas a gabar a minha forma física e a minha barriga...

Mas esta "pressão" não é fácil de gerir. Ora bem, eu passei toda a minha vida a ouvir dizer que estou magra. Do género:

- Ah Olá! Não te via há tanto tempo! Tás tão magra!

A questão é que eu não estou tão magra... é eu SOU tão magra! 

Ninguém anda a dizer isso a uma gorda, pois não? Mesmo que seja verdade, parte-se do principio que a pessoa anda desleixada, anda a comer muito. Uma magra não está simplesmente a comer pouco, as magras à partida se estão muito magras é porque estão doentes! 

Com os anos fui aprendendo a gerir estes conflitos e a aceitar e a viver bem com o meu corpo (há sempre a dificuldade de não arranjar roupa para vestir, por exemplo) mas no fundo também soube ser psicóloga de mim própria e viver com isso. Por outro lado, também tenho um marido que me equilibra nisso e que me ajudou a aprender a comer e melhor que isso a aprender a gostar de comer.

Se me perguntassem que peso gostaria de ter? Gostava de ter o que tenho agora, estes 55 kg mas sem a barriga... sei que não vai acontecer mas se ganhar os 2 kg que costumei nestas ultimas gravidezes já posso sempre dizer que já posso dar sangue.



sexta-feira, 7 de julho de 2017

10/12

Mais um!

Entre dar de mamar e o JP ir buscar as miúdas à escola fui aproveitando os momentos todos para ler e devorei este livro.

Adorei!

Escrito de uma forma simples mas com uma história muito motivadora e bonita, conta a história de duas amigas de infância que se separam e depois voltam a juntar-se.

É muito giro!