quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Rota diferente :)


Esta música é tão cheia de esperança!

Cantei-a no outro fim de semana, numa daquelas atividades que é claramente sinal da frase que ouvimos no The Voice no domingo:

"Quando Deus quer, ninguém atrapalha!"

Nem mais!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Saudade!

Que palavra tão portuguesa!

Às vezes tenho saudades de vir aqui a este canto conversar...

Mas a maior parte das vezes, não consigo vir cá! 

É por coisas boas: vida cheia, cheia de filhos, cheia de trabalho! Vida!

Mas quando não venho aqui, às vezes, tenho saudades 😊


sábado, 8 de setembro de 2018

1 década!

São tantos ao ponto de voltarem a ser um só.
São 10 anos que é já 1 década!
Páro e penso que não tenho idade para estar casado há 10 anos, mas depois lembro-me desta fotografia e lembro-me de tudo o que já vivemos nestes 10 anos....

Ao longo destes 10 anos, houve tantos dias em que pensei nesta foto.
Já mudámos de casa, já mudámos as divisôes das casas, apareceram os filhos, mas a "casa" da fotografia continua a ser a nossa casa! Também ela já mudou... mas ainda... e sempre a nossa casa.

Os nossos amigos e família olham com ar alegre, orgulhoso, cúmplice para nós. Aumentámos os amigos, os que nos conhecem, os que nos querem bem, a família... a minha família já é tua e a tua é minha. Temos histórias em comum, partilhadas, vividas e cúmplices numa mistura de famílias e amigos cujo fim e início não interesa, porque são nossas.... para sempre nossas!

E o abraço!... Este abraço que é só um abraço e é O abraço. Todos os sonhos e os desejos do mundo, do nosso mundo, contidos naquele abraço. Tudo o que tinha sido dito e o que não tinha, mas que estava no coração um do outro e que nós sabíamos.
Quantos abraços destes se repetiram... Quanta coisa dita num abraço, que mostra quão sublime é o nosso Amor, num refúgio que acolhe, protege e envolve tornando num só aquilo que instantes antes eram dois!
Sempre e para sempre abraçados!

Tento recuar ao que sentia no momento do abraço e já se torna difícil por terem passado 10 anos. Quanta ingenuidade havia ao achar que tudo ia ser fácil... Não foi. Não tem sido. Mas tem sido imensamente mais arrebatador e mais feliz do que poderia esperar.

Lembro-me do desejo de partilharnos uma casa. O bom que era daí em diante sairmos juntos de casa, tomarmos o pequeno almoço juntos, enroscarmos os pés um no outro à noite, adormecermos abraçados, passarmos a tornar-nos uma só carne. Que bom que tem sido! Imensamente melhor do que a expetativa naquele abraço, que continua a ter a ingenuidade dos abraços que te dou diariamente de não saber o que ainda nos espera, mas de saber que se formos juntos vamos ultrapassar.

Hoje, pergutavam-me: devo dar-te os sentimentos ou os parabéns por estes 10 anos?

Sem hesitar, disse: os parabéns! Claramente os parabéns!

Sou uma pessoa muito mais feliz, muito melhor. Hoje eu sou muito mais eu, por todos os abraços que me tens dado, pelo que tens sido para mim e pelo que me tens levado a ser para ti!

Hoje, uma década depois, volto áquela Igreja e abraço-te porque sei que só no apoio um do outro seremos verdadeiramente felizes! De uma felicidade que não é alegria, mas é o sentir que estou no caminho certo, quando sorrio e quando choro, quando tenho saúde e quando estou doente.
Sempre e para sempre Feliz!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Dez anos! UAU!


Quando decidimos casar é para sempre!

E sempre é sempre, seja lá o que isso for!

Porque sempre é todos os dias, todas as horas e todos os minutos...

Quando acordamos e estamos despenteados ou quando calço saltos e me olhas de baixo a cima!

Sempre é quando estou no relax, a sorrir e quando histérica porque não encontro a chucha do miúdo...

Sempre é quando no trabalho consigo fazer tudo e também quando estou irritada porque tenho mil coisas pendentes.

Sempre é quando passamos um fim de semana sozinhos ou quando estamos todos sentados no chão da sala parecendo um acampamento cigano.

Sempre é quando todos temos saúde, mas também quando um de nós vai para o hospital com um dos miúdos ou quando tem dor de cabeça ou dor de dentes!

Sempre é o que tem sido nestes dez anos, o que agradeço a Deus todos os dias e o que desejo se repita por mais dez, mais vinte, mais trinta... para sempre!

Love you!




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Santiago - vida normal

Hoje regressamos à vida normal!

Aos gritos das miúdas, ás rotinas normais... a partir de hoje já não há setas amarelas para seguir ( parece tão mais fácil quando é só procurar isso )...

O primeiro padre a quem disse que gostava de fazer o Caminho de Santiago deixou-me cheia de vontade de o fazer com ele... nao foi possível...

Mas se em muitos momentos da minha vida eu sinto a falta dele, das suas palavras... nesta peregrinação senti-o bem presente. Em muitos momentos e também nas palavras.

Trouxe-o comigo!

E ainda bem! Porque esta peregrinação far-me-á ver, entender e viver muitas coisas da minha vida de forma diferente ☺


Uma noticia boa nunca vem só

No dia em que chegámos a Santiago e estávamos bem contentes, fomos tios novamente!

Desejo que a vida da princesa Carolina seja um eterno desafio e alegria, tal como esta aventura para nós!

A caminho - Dia 6

Como já dissemos, este desejo começou a germinar em nós, mais ou menos, há um ano!
Desde aí ninguém soube que o íamos fazer. Só há muito pouco tempo é que 2 ou 3 pessoas o souberam, por questões logísticas.

À medida em que o tempo ia avançando e fomos aumentando os preparativos para a peregrinação, foi aparecendo o friozinho na barriga. A tentativa de certeza de que todos os pormenores estavam pensados (aqueles que eram necessários), a escolha do que era essencial para se levar e do que era acessório (o que por si só foi já uma descoberta e uma experiência) e tentar que pelo menos o espírito e a alma estavam prontos para o que íamos viver (já que o corpo sabíamos que não).

Queríamos fazer esta peregrinação em 5 dias porque mais o dia de viagem de ida e o dia de viagem de regresso são muitos dias sem vermos os nossos filhos (e para alguém cuidar deles!). E conseguimos, com a graça de Deus.

Se fosse agora faria algumas coisas de forma diferente. Além disso a primeira vez traz sempre o sabor da novidade, a ansiedade da incerteza e a vontade de querer ter a certeza de sermos capazes.
Quando repetimos uma experiência já não temos que provar nada a ninguém (principalmente a nós próprios) e isso permite-nos desfrutar das coisas com outra tranquilidade. Por este motivo, gostaria de repetir esta experiência... um dia. Porque nunca é repetida da mesma forma.

Durante estes dias "sobrevivemos" com pouco. Percebemos que somos capazes de sobreviver com pouco! E isso ajuda-nos a valorizar o muito que temos!!
Todos os sentidos ficam mais sensíveis: a água fresca sabe melhor. Uma salada deslavada, em meio de nenhures, sabe "pela vida". As vistas deslumbram-nos mais e enchem-nos da maravilha da criação. Vemos a alma dos que se cruzam connosco. Cada passo é sentido. E Deus está presente de forma visível.

Ao fazer a viagem de regresso de comboio, passo mais rápido pelas terras onde fico e ganho consciência que sozinho não teria conseguido percorrer este camin8ho, se Deus não me tivesse levado ao colo.
Fica esta sensação de nostalgia e de saudade.
Sei que daqui a uns dias ou semanas baralharei as terras onde estive e os lugares onde me sentei, porque o que ficará (o que sempre fica desta experiências intensas) sâo flashs, momentos de eternidade guardados no mais íntimo de nós: o sabor, uma gargalhada, um sorriso cúmplice, uma vista deslumbrante, uma troca de olhares, as pessoas conhecidas, a sensação de momentos especiais.
Quando falo de Taizé, das jornadas de Roma 2000, Colónia 2005, Madrid 2011, o que vem à memória é esta sensação de felicidade, presença de Deus e momentos de eternidade... como pequenos carimbos na alma que se guardarão para sempre.

O que importa não é ter chegado. É ter feito este caminho, que vejo pela janela do meu comboio!